Terremoto no Japão

Japão paralisa usina nuclear de Hamaoka de modo preventivo

Do UOL Notícias*

Em São Paulo

A terceira maior operadora de energia do Japão iniciou nesta sexta-feira (13) a paralisação do reator nuclear de Hamaoka, em cumprimento a uma recomendação do governo de fechar a usina de modo preventivo até que ela esteja melhor protegida contra tsunamis.

O fechamento da central nuclear de Hamaoka, considerada uma das mais perigosas do Japão, significa uma clara demonstração da adoção por parte do governo japonês de uma polícia atômica mais consciente com a segurança depois da grave crise de Fukushima.

Apesar do impacto na oferta de eletricidade para um país que tem 32 reatores nucleares paralisados desde o grande terremoto de 11 de março, o governo decidiu ser extremamente cuidadoso com a grave crise de Fukushima ainda sem uma solução definitiva.

O presidente da Chubu Electric, Akihisa Mizuno, declarou na última segunda-feira que a interrupção da central atende a necessidade de priorizar o bem-estar da população local e de recuperar a confiança da sociedade de energia nuclear.

Na sexta-feira, o primeiro-ministro, Naoto Kan, pediu à operadora que interrompesse os dois reatores ativos de Hamaoka, que ficam em uma área no litoral do Pacífico com 87% de probabilidades de sofrer terremoto com magnitude superior a 8 na escala aberta Richter nos próximos 30 anos.

Para melhorar a segurança da planta, o governo pediu, por exemplo, a construção de diques de segurança para enfrentar um eventual tsunami de grandes dimensões, uma reforma que pode demorar anos para ser implementada, o que gera dúvidas sobre o abastecimento energético na região central do Japão.

Por enquanto, a paralisação vai representar 3,6 milhões de quilowatts a menos durante o quente e úmido verão japonês, segundo a agência local "Kyodo".

Isso deixa a Chubu Electric Power com um volume de produção apertado para atender a demanda estimada para esta unidade. O que mais preocupa é o consumo massivo de ar condicionado, que a companhia calcula aumente 800 mil quilowatts a cada vez que sobe um grau no termômetro.

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