Terremoto no Japão

Novas áreas em Fukushima são evacuadas; plano para estabilizar reator da usina é revisado

Do UOL Notícias*
Em São Paulo

 

Os moradores de duas localidades nas áreas de evacuação ampliadas no mês passado pelo Japão começaram a deixar neste domingo (15) suas casas para se instalar em lugares menos expostos às radiações provenientes da usina nuclear de Fukushima.

Moradores dos povoados de Iitate e Kawamata (província de Fukushima), a cerca de 40 quilômetros da instável usina nuclear, começaram a deixar, em seus carros e carregados de pertences, suas casas, como pediu o governo no dia 11 de abril, ao aumentar a área de risco além dos 30 quilômetros a partir da usina.

Segundo informou a televisão pública "NHK", dos 7.700 moradores que devem deixar a região antes do fim do mês, os primeiros a partir foram famílias com filhos pequenos e mulheres grávidas.

De acordo com fontes das prefeituras das duas localidades afetadas, quase todas estas pessoas já têm as chaves de novas casas, embora alguns acreditem retornar quando os níveis de radiação não forem perigosos.

O governo japonês ampliou a zona de evacuação para estes dois municípios e outros mais próximos à maltratada central de Fukushima Daiichi, já que os níveis de radiação acumulada são de mais de 20 milisievert por ano.

Alguns moradores ainda não podem se mudar porque têm dificuldades para encontrar uma nova casa ou para transferir o gado para lugares seguros, enquanto outros que iam embora transmitiram seu pesar e raiva por ter de sair.

Reator

O governo japonês buscará alternativas ao plano inicial para estabilizar o reator 1 da usina nuclear de Fukushima, já que o combustível fundido perfurou o fundo da estrutura do reator, informa neste domingo a agência de notícias local "Kyodo".

Um assessor do primeiro-ministro Naoto Kan explicou que isso não irá obrigar a modificação do plano elaborado pela Tokyo Electric Power Company (Tepco), empresa administradora do complexo nuclear, que espera controlar e estabilizar as unidades 1, 2 e 3 no prazo de seis a nove meses.

O plano original para a unidade 1 era inundar a estrutura do reator que protege as barras de combustível do núcleo com água para esfriá-las, mas, devido ao risco de vazamento do líquido, os técnicos e o governo estudam planos alternativos.

Um deles é reutilizar a água que inunda as áreas inferiores do reator para criar uma circulação constante de refrigeração.

A Tepco descobriu que há cerca de 3.000 toneladas de água contaminada com substâncias radioativas no porão do reator 1, o que indica que o líquido usado para refrigerar o núcleo pode vazar à estrutura de contenção e, dali, para encanamentos das instalações.

O reator 1 sofreu uma explosão de hidrogênio que destruiu o teto do edifício da unidade um dia depois do grande terremoto de magnitude 9 graus na escala Richter que desencadeou o acidente de Fukushima.

*Com agências internacionais

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