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Mulher que acusou tropas de Gaddafi de estupro é deportada de volta para a Líbia

Foto tirada em 26 de março mostra Iman al-Obeidi no momento em que invadiu um hotel em Trípoli, capital líbia, par denunciar supostos abusos cometidos pelos soldados do ditador Muammar Gaddafi - Jerome Delay/AP
Foto tirada em 26 de março mostra Iman al-Obeidi no momento em que invadiu um hotel em Trípoli, capital líbia, par denunciar supostos abusos cometidos pelos soldados do ditador Muammar Gaddafi Imagem: Jerome Delay/AP

Do UOL Notícias

Em São Paulo

02/06/2011 18h17

A mulher que acusou soldados do ditador líbio Muammar Gaddafi de estupro, foi deportada de volta para a Líbia nesta quinta-feira, pelas autoridades do Qatar.

Iman al-Obeidi estava no Qatar como refugiada e aguardava uma decisão do Alto Comissário das Nações Unidas para Refugiados (Acnur) para ser enviada a um local seguro.

No entanto, hoje, autoridades do país retiraram Iman e sua família do hotel onde estavam hospedados, na capital Doha. Depois, eles foram levados para uma base militar, onde embarcaram em um avião com destino a Benghazi. Segundo a CNN, tanto Iman quanto seus familiares foram levados à força, ato considerado ilegal de acordo com a ONG Human Rights Watch.

"Tentamos evitar a deportação durante toda a noite", disse Vincent Cochetel, do escritório doa Acnur em Washington. Segundo ele, as autoridades do Qatar disseram que tinham uma ordem da justiça solicitando a saída de Iman e de sua família do país, pois seus vistos tinham expirado, ignorando que eles estavam no país como refugidados.

Já em Benghazi, cidade que concentra a maioria dos rebeldes e opositores do regime de Muammar Gaddafi, Iman falou com a CNN por telefone e disse que apanhou dos oficiais do Qatar e que eles levaram "celulares, notebook e dinheiro" dela e de seus familiares.

Ainda segundo Eman, soldados do Exército do Qatar estavam impedindo a aproximação de qualquer funcionáro da Acnur no hotel onde ela estava em Doha.

O porta-voz do Departamento de Estado americano, Mark Toner, disse que os Estados Unidos está "muito preocupado" com a situação de Eman. Algumas ONGs já se manifestaram em busca de abrigo para a mulher na Europa, mas ainda sem sucesso.

Iman al-Obeidi ficou conhecida em 26 de março, quando entrou gritando em um hotel em Trípoli acusando soldados das tropas de Gaddafi de estupro.

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