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Grupo islâmico reivindica atentado de Oslo, segundo jornal

UOL Notícias

Em São Paulo

22/07/2011 16h07

O grupo jihadista Ansar al Jihad al Alami emitiu hoje um comunicado no qual reivindica a autoria das explosões que atingiram o escritório do primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg, em Oslo, na Noruega, nesta sexta-feira (22). Pelo menos sete pessoas morreram e duas ficaram gravemente feridas, segundo a polícia norueguesa. As informações são do jornal "The New York Times".

"Os jihadistas da Ansar al Jihad al Alami reivindicaram a responsabilidade do ataque segundo um analista do instituto de estudos sobre o terrorismo CNA dos Estados Unidos", informa o periódico. De acordo com o comunicado, "o atentado foi uma resposta à presença norueguesa no Afeganistão".

Líderes muçulmanos na Noruega condenaram os ataques. “Esta é a nossa casa, esta é a minha casa; eu condeno estes ataques e o Conselho Islâmico da Noruega condena estes ataques, não importa quem esteja por trás deles”, afirmou Mehtab Afsar, secretário-geral da entidade.

O premiê qualificou a situação como "grave". "Ainda que estejamos bem preparados, sempre é bastante dramático quando isto ocorre", disse Stoltenberg por telefone à rede de televisão TV2 Nyhetskanalen.

A explosão quebrou a maioria das janelas do prédio de 17 andares do escritório do primeiro ministro, assim como de ministérios próximos ao local. O prédio do ministério do Petróleo estava em chamas, segundo a Reuters.

"Vi que as janelas do edifício do VG, o nome do jornal norueguês, e da sede do governo foram atingidas. Há pessoas ensanguentadas nas ruas", disse um jornalista da NRK, que está no local.

Um jornalista da Reuters contou oito pessoas feridas nas ruas da região. Segundo a agência de notícias norueguesa NTB, o premiê está a salvo.

"Explodiu, deve ter sido uma bomba. As pessoas entraram em pânico e correram", disse Kjersti Vedun, que estava deixando o local.

A repórter da CNN, Linda Reinholdsen, chegou a informar uma segunda explosão, que teria ocorrido próximo ao parlamento norueguês, mas a informação foi desmentida minutos depois.

A polícia cercou a região da explosão e evacuou as dependências dos prédios governamentais para atender aos feridos.

Em seguida, a polícia ordenou a desocupação das redações de vários meios de comunicação localizados próximo ao complexo governamental. As redações da rádio pública "NRK", assim como os jornais "VG", "NTB", "Aftenposten" e o canal "TV2", os principais do país, foram desalojados por razões de segurança.

A estação central de ferrovia e ao menos dois shoppings da capital norueguesa também foram desocupados.

Integrantes noruegueses da Otan tem sofrido ameaças por líderes da Al Qaeda no passado pelo envolvimento do país no Afeganistão. No entanto, a violência política é praticamente desconhecida na Noruega.

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