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Governo da Argélia confirma que mulher e três filhos de Gaddafi estão abrigados no país

Do UOL Notícias

Em São Paulo

29/08/2011 14h19

O ministro de Relações Exteriores da Argélia, Mourad Medelci, confirmou nesta segunda-feira (29) que a mulher e três filhos do ditador líbio Muammar Gaddafi estão abrigados no país. As informações foram divulgadas pela rede americana CNN.

Segundo Medelci, estão no país a primeira esposa de Gaddafi, Safia, e os filhos do ditador Anibal, Mohammed e Aisha, todos acompanhados de suas famílias.

De acordo com um comunicado recolhido pela agência oficial de notícias argelina "APS", os familiares do deposto líder líbio entraram nesta segunda-feira no país, às 8h45 dp horário local (4h45 do horário de Brasília) pela fronteira terrestre entre Líbia e Argélia.

A Argélia é o único entre os vizinhos da Líbia no Norte da África que ainda não reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT), o governo efetivo da Líbia após a derrubada do regime.

Na sexta-feira passada a agência oficial egípcia "Mena", citando uma fonte do conselho militar líbio da localidade de Gadamas, que assegurou que seis veículos, da marca Mercedes, transportaram responsáveis de alta categoria da Líbia à Argélia, e que era possível que entre eles estivessem Gaddafi, e seus filhos.

No entanto, no dia seguinte o porta-voz do Ministério de Exteriores da Argélia, Amar Belani, em umas declarações recolhidas pela agência de notícias argelina APS, assegurou que "essa notícia não tem nenhum fundamento" e a negava "de maneira categórica".

O paradeiro de Gaddafi ainda é desconhecido desde a semana passada, quando os rebeldes avançaram na capital Trípoli e invadiram o quartel do ditador em Bab al-Aziziya, onde está localizado um conjunto de edifícios fortificados do governo líbio. Também não se tem notícias de dois de seus filhos, Seif al Islam, e Hamis.

A agência de notícias ANSA chegou a noticiar nesta segunda-feira que Gaddafi e os dois filhos estariam em Bani Walid , cidade ao sul de Trípoli, citando "fontes diplomáticas do governo líbio".

UA só reconhecerá CNT após formação de governo representativo

A União Africana (UA) só reconhecerá os rebeldes do Conselho Nacional de Transição (CNT) da Líbia se o grupo se comprometer claramente a formar um governo que seja, sem exclusões, representativo para todos os líbios, afirmou nesta segunda-feira o presidente da Comissão da UA, Jean Ping.

A UA acredita que, como o regime de Gaddafi terminou, a luta dos rebeldes, especialmente em Sirte (cidade natal do líder líbio), é desnecessária e unicamente serve para prolongar o sofrimento dos líbios.

"Gaddafi deveria compreender a situação e o CNT também não deveria continuar (lutando). Ambas partes deveriam pôr fim aos assassinatos porque agora são inúteis. Um bando foi derrotado e outro ganhou", disse Ping na sede da União Africana em Adis-Abeba, na Etiópia. "Agora, temos que pensar na transição, na reconciliação e nos preparativos para uma nova Constituição".

Ping também criticou as potências ocidentais por ter ignorado o plano de paz da UA para acabar com o conflito líbio, que inclui o cessar-fogo, a abertura de um diálogo entre as partes e a instauração de um período de transição seguido de eleições democráticas. "No entanto, a UA está disposta a trabalhar com todo o mundo, inclusive com a Otan", acrescentou.

Na sexta-feira passada, o Conselho de Paz e Segurança da União Africana (UA) concluiu uma reunião de urgência sem dar seu reconhecimento ao CNT enquanto o presidente da África do Sul, Jacob Zuma, duvidou dos rebeldes líbios.

Zuma, cabeça do setor da UA que se nega a reconhecer o CNT, assegurou que os países africanos que tinham outorgado legitimidade aos rebeldes líbios, como a Nigéria e Etiópia, "fizeram baseados em sua política de soberania e interesse".

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