11 de Setembro

Vencemos a escravidão, o comunismo, a recessão e o terrorismo, diz Obama

Do UOL Notícias

Em São Paulo

Em seu segundo e último discurso neste 11 de setembro, em que os Estados Unidos lembram os dez anos dos atentados de 2001, o presidente Barack Obama afirmou que o país venceu "a escravidão, o comunismo, a recessão e o terrorismo" e disse que a crença dos norte-americanos "se fortaleceu".

Obama destacou que, durante as homenagens aos que morreram nas guerras do Afeganistão e do Iraque, os norte-americanos “saberão que nada pode quebrar a vontade de sermos os Estados Unidos da América”. "(As pessoas) lembrarão que vencemos a escravidao, a Guerra de Secessão, o fascismo, a recessão, revoltas, o comunismo e, sim, o terrorismo. Lembrarão que não somos perfeitos, mas nossa democracia é duradoura, e essa democracia também nos dá a oportunidade de reforçar nossa união”.

Vencemos o terrorismo, diz Obama sobre o 11 de Setembro

 

O presidente norte-americano lembrou seu antecessor George W. Bush ao reafirmar sua promessa de que “os Estados Unidos nunca farão guerra contra o Islã ou qualquer outra religião”. “Nos Estados Unidos ainda é possível ver pessoas de todas as raças, religiões e etnias, todos fazendo juramento a uma mesma bandeira, buscando o sonho americano. De muitos, somos um”.

Ao encerrar as homenagens, que foram marcadas pelo reforço na segurança, por conta de ameaças de novos atentados contra os Estados Unidos, Obama disse que os norte-americanos estão “mais vigilantes contra aqueles que nos ameaçam”. Admitiu que a defesa trouxe inconvenientes e afirmou que os debates sobre o sistema de defesa do país “foram muitas vezes acalorados”. Destacou, contudo, que a capacidade de resolver esses debates “honra nossa democracia”.

 

“Esses últimos dez anos sublinharam os laços entre todos os americanos e mostraram que não sucumbimos à suspeição ou à desconfiança”.

Crença mais forte

No início e no final de seu discurso, Obama voltou a citar o salmo que fala que “o choro pode durar uma noite, mas a alegria virá pela manhã”. Disse que os atentados de 11 de Setembro fizeram o país acordar para “um mundo no qual o mal estava mais próximo” e tiveram de enfrentar incertezas sobre o futuro.

Destacou, no entanto, que “vale a pena lembrar aquilo que não mudou: nosso caráter como país não mudou nem nossa crença em Deus. Essa crença passou por provas, mas foi apenas fortalecida”.

“Sofremos de uma forma dura, mas saímos do sofrimento mais fortes do que antes. Vamos honrar aqueles que perdemos e olhar para o futuro com esperança”.

Celebração em Nova York

O presidente Barack Obama participou de eventos nos três locais atingidos pelos aviões sequestrados: Nova York, Pensilvânia e Washington. O segundo discurso desta noite, que durou pouco mais do que 11 minutos, foi proferido em Washington.

Em rápido discurso em Nova York, pela manhã, Obama leu um salmo. "Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente na angústia. Pelo que não temeremos, mesmo que a terra seja retirada debaixo de nossos pés, que as montanhas sejam levadas até o oceano", disse o presidente ao ler o Salmo 46 da Bíblia. "Deus está conosco. Sabemos que houve guerras, que há guerras, e sabemos que ainda sim Deus será sempre exaltado entre as nações."

Apesar das citações de Obama, a proposta dos EUA era retirar o caráter religioso do evento.

Como acontece anualmente nesta data, quatro minutos de silêncio marcaram os momentos nos quais os dois aviões atingiram as Torres Gêmeas do World Trade Center, e quando as duas desabaram: às 8h46, 9h03, 9h59 e 10h28, respectivamente. O prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, fez um pequeno discurso antes de anunciar o primeiro momento de silêncio.

Após o segundo minuto, Bush citou, em discurso, uma carta enviada pelo ex-presidente norte-americano Abraham Lincoln a uma mãe que perdeu cinco filhos na Guerra de Secessão (1861-1865). "Qualquer palavra pode ser fraca para falar sobre uma dor tão profunda, mas digo, como consolo, que eles morreram por uma República. Por esta razão, eu peço a Deus que reduza a sua dor."

Os nomes de todos os 2.983 mortos nos atentados foram lidos por familiares das vítimas, que se revezaram na leitura. As famílias puderam, pela primeira vez, visitar o Memorial do 11 de Setembro, construído no Marco Zero, que será aberto ao público a partir de segunda-feira (12). Erguido no lugar exato onde estavam as Torres Gêmeas, o memorial traz o nome de cada vítima inscrito em seu entorno.

Reforço na segurança

A semana que antecedeu o aniversário dos atentados foi dedicada a reforçar a segurança em todo o país, especialmente em Nova York, e a prever possíveis ameaças, uma delas detectada no final da semana e atribuída à Al Qaeda, segundo o Departamento de Segurança americano.

Passados dez anos do ataque e do início da guerra contra o terror liderada pelos Estados Unidos, os americanos se sentem menos ameaçados. Pouco mais de um terço dos americanos teme novos atentados terroristas como os de 11/9, com exceção em Nova York, onde 58%da população se diz muito ou bastante preocupada com um novo ataque nos próximos meses, segundo pesquisa realizada pela universidade de Connecticut.

As lembranças do 11/9 variam. Enquanto uns ainda choram a perda de amigos e familiares, outros relembram como escaparam dos ataques ou a sensação de medo vivida no dia. Por outro lado, para algumas famílias, o drama iniciado no dia 11 de setembro de 2001 não terá um ponto final, pelo fato de não haver qualquer sinal de 41% das pessoas mortas na destruição das Torres Gêmeas. Ainda hoje, cinco médicos-legistas tentam identificar 6.314 partes de ossos encontrados na zona do World Trade Center.

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