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Japonês cria hotel exclusivo para quem já morreu

Do UOL Notícias<br>Em São Paulo

13/09/2011 16h02

Em um subúrbio de Yokohama, no Japão, fica um hotel inusitado. Todos os seus 18 hóspedes já morreram. Por US$ 157, é possível manter o corpo de um ente querido em um caixão refrigerado, em um dos quartos do estabelecimento, enquanto se espera pela cerimônia de cremação.

O criador do hotel Lastel, Hisayoshi Teramura, teve a ideia de criar o local por causa da lotação e do tempo de espera dos crematórios da cidade. A espera média por um forno crematório em Yokohama é de quatro dias.

"Se não deixarem o corpo aqui, terão de mantê-lo em casa", afirma Teramura.

Enquanto ficam nos quartos, os mortos recebem a visita de amigos e parentes que depositam flores e velam o corpo. 

A morte é um raro mercado em expansão na economia japonesa. No ano passado, 1,2 milhão de pessoas morreram -- 55 mil a mais do que no ano anterior -- o que dá ao Japão uma taxa de mortalidade anual de 0,95% em comparação com a média global de 0,84%.

Até 2040, a população do país deve contrair em 20 milhões de pessoas, um número sem precedentes para uma nação que não está em guerra ou que não é marcada pela fome.

*Com informações da Reuters

 

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