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Modelo brasileira iria participar de sexo à três no dia de sua morte em Lisboa, diz jornal

Juliana Iorio

Especial para o UOL Notícias, em Lisboa

22/11/2011 13h08

Após o Ministério Público em Portugal ter arquivado, no último dia 26 de outubro, o caso da morte da modelo brasileira Jeniffer Corneau Viturino, 17, “por ausência de indícios probatórios da prática de crime”, o jornal português “Sol” publicou na segunda-feira (21) que a modelo “era presença assídua em casas de alterne” (insinuando que a modelo fosse prostituta) e “participava em sessões de sexo em grupo”. Segundo o jornal, a história está toda no processo aberto pelo Ministério Público.

O UOL Notícias tentou ouvir a mãe da modelo, Solange Viturino, mas ela não atendeu as chamadas da reportagem.

No dia 8 de abril deste ano Jeniffer foi encontrada morta após cair do 15º andar de um edifício localizado na zona da Expo, bairro nobre de Lisboa, Portugal. O seu ex-namorado e proprietário do apartamento, Miguel Alves, 31, era um dos principais suspeitos na hipótese de homicídio.

Segundo o jornal “Sol”, Miguel afirmou que praticou sexo em grupo com a modelo por duas vezes, e que na noite da tragédia seria a terceira vez. Horas antes de ir buscar Jeniffer, Miguel já havia combinado com uma prostituta, e fez uma exigência: a modelo não poderia desconfiar que se tratava de uma prostituta, porque Jeniffer tinha “horror a putas”.

No entanto, o ex-namorado contou que ele e Jeniffer decidiram cancelar o “ménàge à trois” e que ele pediu para a “acompanhante” ir embora. Ela partiu, mas resolveu voltar para reclamar pelo valor combinado pelo serviço.

A garota de programa então ouviu Jeniffer dizendo: “como é que teve coragem de fazer isso comigo?” Quando Miguel abriu a porta para pagá-la, a prostituta afirmou ter visto Jeniffer chorando, deitada no chão, o que fez com que o ex-namorado confessasse à Polícia Judiciária que havia lhe batido, algo que, segundo amigos da modelo, acontecia com frequência.

No entanto, Miguel disse que após este incidente os ânimos se acalmaram, e que até um amigo esteve em seu apartamento convidando-o para sair, mas ele disse que estava sem vontade. O ex-namorado disse que Jeniffer pediu para dormir lá, que queria dormir em sua cama, mas que ele não a deixou. Segundo ele, Jeniffer ficou na sala.

Às 7h30, quando Miguel acordou, viu que a janela da varanda estava aberta e que na mesa da sala havia um bilhete: “Perdoa-me pelo que fiz, não aguento mais. Eu sou a culpada de tudo. Não vou conseguir lidar com isso. Simplesmente, agradeço tudo o que fizeste por mim. Agradecimentos eternos. Diga a minha mãe que me perdoe”.

Apesar de, na época, os pais da modelo não terem reconhecido a letra da filha, as análises periciais comprovaram que a caligrafia era mesmo dela. No dia do enterro, Girley Viturino (pai da modelo), afirmou que a diferença na caligrafia poderia se dar ao fato da filha ter sido forçada a escrever o bilhete e disse à imprensa que Miguel Alves já havia lhe dado “a versão dele” sobre o acontecimento. “Mas o meu coração de pai não acredita em uma única palavra”, disse.