Soldados adotam cães resgatados durante a Guerra do Afeganistão

Do UOL, em São Paulo

Os efeitos emocionais e físicos da guerra do Afeganistão não são sentidos apenas pelos soldados e residentes em Cabul, capital afegã. Os cães também sofrem com o dia a dia dos conflitos. Por isso, alguns soldados americanos estão adotando os animais que ajudaram a resgatar, alguns feridos ou que foram abandonados.

"Os cães passaram por um estresse pós-traumático e os soldados que os adotaram estão conscientes disso e sabem lidar com a questão", disse o inglês Pen Farthing, fundador do Nowzad, abrigo para animais em Cabul.

Farthing é um ex-soldado e ele mesmo adotou um cão no Afeganistão, em 2006. O abrigo leva o nome do animal. Depois da experiência, ele decidiu criar o abrigo, onde cães e gatos são vacinados e tratados antes de deixarem o país.

Desde que foi criado o local já abrigou cerca de 330 cachorros, adotados, em sua maioria, por solados britânicos e americanos. África do Sul, Austrália, Canadá e Holanda também são outros destinos frequentes dos animais.

Tirar um animal do Afeganistão custa em média US$ 3.000. Por isso, Farthing depende de doações para manter o abrigo funcionando.

"Quando você é alvo do Taleban todos os dias, os cachorros dão uma sensação de normalidade", diz ele.

Na maioria das vezes, os cães resgatados chegam ao abrigo de carro, como aconteceu com Spot. Ele é um dos que vai ganhar novo lar. O cão fez uma jornada secreta do distrito de Helmand até Cabul, onde foi entregue ao abrigo. Assim que terminar o tratamento ele vai para os EUA com o soldado que o resgatou.

Outros que também já estão se preparando para ganhar um novo lar são os cães Dshka, resgatado por um sargento americano em Kajaki. Seu vizinho no abrigo, o pequeno Poppy, resgatado em Candahar, em breve vai embora do Afeganisão com o soldado britânico que o salvou.

Farthing espera que os afegãos passem a adotar mais os animais. Segundo ele, a pobreza impede que muitos deles tenham animais. Para alguns os cachorros são uma ameaça à vida das pessoas, mas isso é muito cruel", diz o veterinário afegão Abdul Hadi, um dos voluntários do abrigo Nowzad. "Os cães têm direito à vida e já é hora dos afegãos se unirem a eles". (Com Reuters)

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