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Obama fala em justiça para autores de ataque que matou embaixador na Líbia

O presidente Barack Obama e a secretária de Estado, Hillary Clinton, prestam homenagem em cerimônia - Carolyn Kaster/AP
O presidente Barack Obama e a secretária de Estado, Hillary Clinton, prestam homenagem em cerimônia Imagem: Carolyn Kaster/AP

Do UOL, em São Paulo

14/09/2012 16h06Atualizada em 14/09/2012 20h59

O presidente Barack Obama afirmou nesta sexta-feira (14) que os tempos atuais são “difíceis”, mas que, mesmo no luto, os Estados Unidos permanecerão resolutos. “Não há dúvida que são dias difíceis”, afirmou. “Mas mesmo em nossa dor, permaneceremos firmes.”

As declarações foram dadas durante cerimônia em memória dos americanos mortos em um ataque ao consulado dos EUA em Benghazi, na Líbia, nesta semana. O ataque deixou quatro mortos, incluindo o embaixador dos EUA no país, Christopher Stevens. Em seu discurso, Obama falou em justiça aos que provocaram a morte dos americanos e ainda cobrou os países que têm representação diplomática dos EUA a garantir a segurança dos funcionários americanos.

“Continuaremos a fazer tudo o que pudermos para proteger os americanos que estão servindo fora do país. Quer isso signifique aumentar a segurança de nossos postos diplomáticos, trabalhando com os países anfitriões –que têm a obrigação de garantir segurança— e deixar claro que a justiça virá para aqueles que causarem danos aos americanos”, ressaltou o presidente.

Obama disse que os mortos no ataque personificaram e viveram o “ideal americano”, abraçando o que ele chamou de “fundamental crença americana de que podemos deixar este mundo um pouco melhor do que antes”.

A cerimônia foi realizada na Base Aérea de Andrews, em Maryland, nos arredores de Washington. Os restos mortais dos quatro mortos foram recebidos na presença de familiares dos representantes dos EUA na Líbia.

“Hoje trouxemos para casa quatro americanos que deram suas vidas por nosso país e nossos valores”, disse a secretária de Estado, Hillary Clinton, que também participou da cerimônia. “Os povos do Egito, Líbia, Iêmen e Tunísia não trocaram a tirania de um ditador pela tirania de uma turba”, acrescentou.

Hillary havia nomeado Stevens, um veterano diplomata com mais de duas décadas de carreira no Serviço Exterior dos EUA, em maio passado como embaixador na Líbia para apoiar a transição política no país, depois da queda do regime de Muammar Gaddafi.

A princípio se pensou que por trás do ataque ao consulado em Benghazi e à embaixada no Cairo, também na terça-feira, estava um filme realizado nos EUA que ridiculariza o profeta Maomé.

No entanto, funcionários americanos e líbios puseram em dúvida que a violência tenha crescido espontaneamente por causa da indignação com a tintura antimuçulmana do filme e apontam, pelo menos no caso do consulado em Benghazi, para um ataque planejado e relacionado com o aniversário dos ataques de 11 de Setembro.

Protestos

Os protestos contra o filme de produção norte-americana deixaram oito mortos nesta sexta, no Líbano, Sudão, Tunísia e Egito, e continuam se espalhando pelo mundo árabe.

Em Túnis, na Tunísia, três pessoas morreram e 28 ficaram feridas nos confrontos nas proximidades da embaixada, de acordo com uma avaliação preliminar do Ministério da Saúde. Os manifestantes escalaram os muros e atacaram com bombas a embaixada americana. Uma escola americana na região também teria sido queimada, de acordo com a agência oficial TAP.


No Líbano, nem a chegada do papa Bento 16 nesta sexta, para uma visita de três dias, amenizou os protestos. Cerca de 300 islamitas atacaram e colocaram fogo em uma lanchonete da rede americana KFC na cidade de Trípoli. Uma pessoa morreu e 25 ficaram feridas nos confrontos com a polícia após o ataque contra a rede de fast-food.

No Sudão, três pessoas morreram nos confrontos entre manifestantes e a polícia em frente à embaixada americana em Cartum. As embaixadas da Alemanha e da Inglaterra também foram alvo de ataques.

No Egito, um manifestante foi morto em confrontos com a polícia perto da embaixada dos Estados Unidos no Cairo. A vítima de 35 anos morreu por ferimentos a bala. Cerca de 300 pessoas se reuniram para protestar.

O governo americano confirmou o envio de 50 soldados da Marinha para reforçar a segurança na embaixada americana no Iêmen depois que centenas de manifestantes enfrentaram a polícia em frente ao local. Os manifestantes gritaram palavras e expressões de ordem como "vamos queimar o embaixador", "americano, covarde" ou "não se insulta o profeta de Alá". (Com agências internacionais)

Trecho (em inglês) do filme Innocence of Muslims

     

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