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Internacional

Estados Unidos tentam conter onda de ataques provocada por filme anti-Islã

Renata Giraldi

Da Agência Brasil, em Brasília

21/09/2012 09h44

A onda de ataques gerada por um filme anti-Islã, que dura mais de uma semana, levou o Departamento de Estado norte-americanos a se mobilizar para retirar da internet o vídeo. Paralelamente, integrantes do governo fazem apelos em emissoras de televisão. No Paquistão, as autoridades norte-americanas divulgaram uma mensagem, de 30 segundos, dissociando a imagem do governo dos Estados Unidos do filme, produzido no país.

A mensagem dos norte-americanos foi divulgada em sete emissoras de televisão do Paquistão e custou cerca de US$ 70 mil. A iniciativa não impediu a ocorrência de confrontos no país. Só hoje (21) dois cinemas foram incendiados em Peshawar. As autoridades acreditam que os incêndios foram criminosos e causados pela onda de violência gerada pelo filme anti-Islã.

A segurança foi reforçada hoje nas principais cidades do Paquistão. Em Islamabad, uma das principais cidades paquistanesas, um protesto em frente à representação diplomática norte-americana deixou mais de 50 feridos.

Desde a semana passada, a divulgação do filme que satirizia o poeta Maomé e o islamismo tem provocado ataques e protestos em vários países, principalmente nas nações de maioria muçulmana. Em Benghazi, na Líbia, o embaixador norte-americano Chris Stevens e três funcionários foram mortos durante ataque ao Consulado dos Estados Unidos.

No começo da manhã de hoje, o governo dos Estados Unidos anunciou o encerramento das missões diplomáticas na Indonésia. No país, há a Embaixada dos Estados Unidos, em Jacarta, a capital, e os consulados em Surabaya, Medan e Bali, assim como a missão norte-americana da Associação das Nações do Sudeste Asiático.

No começo desta semana houve protestos violentos na Indonésia em frente à embaixada norte-americana, que geraram confrontos entre  manifestantes e policiais. (Com Lusa)

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