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Eleições presidenciais na Venezuela são marcadas para 14 de abril

Carlos Iavelberg

Do UOL, em Caracas

09/03/2013 18h19Atualizada em 09/03/2013 19h16

O Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela anunciou neste sábado (9) que as próximas eleições presidenciais, que vão definir o sucessor de Hugo Chávez, serão realizadas no dia 14 de abril. A data já vinha sendo especulada pela imprensa local, mas a confirmação oficial só veio hoje, quatros dias após a morte do líder bolivariano.

Do lado dos chavistas, o candidato será o presidente interino, Nicolás Maduro, vice de Chávez e escolhido pelo próprio como seu sucessor no “processo revolucionário bolivariano”.

Já na oposição, o provável candidato é Henrique Capriles, governador do Estado de Miranda que foi derrotado por Chávez no último pleito, em outubro de 2012.

Pelo Twitter, Capriles anunciou que estava "analisando a declaração da presidente do CNE" e que informará sua decisão ao país "nas próximas horas".

Os registros de candidatura serão recebidos pelo Conselho entre amanhã (10) e segunda-feira (11), e a campanha eleitoral ocorrerá entre os dias 2 e 11 de abril.

Ao fazer o anúncio, a presidente do órgão, Tibisay Lucena, pediu que os partidos “se comportem à altura do momento histórico que vive o país”.

Lucena exigiu que os meios de comunicação não façam papel de partido político e advertiu que não permitirá "excessos". "Podemos dizer que temos uma democracia estável e pulsante", afirmou.

Outra resolução do Conselho anunciada neste sábado (9) foi a suspensão das eleições municipais, que seriam realizadas em 14 de julho. A nova data não foi divulgada --um novo cronograma ainda será elaborado.

Maduro assume Presidência interina

Na sexta-feira (8), ao ser empossado como presidente interino na Assembleia Nacional, Maduro disse que assume de forma legítima e que não tem ambição pessoal.

"Eu, Nicolás Maduro, assumo esse cargo como presidente legítimo para proteger o povo e dar continuidade à revolução. Para seguir com a independência e o socialismo bolivariano, para cumprir seu legado [de Chávez]. Não é ambição pessoal", disse em mais um discurso emocionado.

Cerca de uma hora antes, o líder da oposição venezuelana e provável candidato à presidente, Henrique Capriles, classificou como "fraude" a sentença do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) que permitiu que Maduro concorra às eleições sem deixar o cargo de presidente interino.

"[Maduro], você não foi eleito presidente, o povo não votou em você", afirmou Capriles, que também atacou o Supremo: "Os senhores não são o povo, vocês não decidem quem é o presidente. É incrível que vocês nomeiem um presidente. Qual é o medo? Qual é o medo, Nicolás".

Genro de Chávez vira vice

Após tomar posse, Maduro voltou à Academia Militar para empossar o ministro da Ciência e Tecnologia e genro de Hugo Chávez, Jorge Arreaza, como vice-presidente do país diante do corpo do líder morto.

"Queremos anunciar que como primeiro ato de governo decidimos designar para o cargo constitucional de vice-presidente executivo o companheiro Jorge Arreaza, ministro da Ciência e Tecnologia", anunciou Maduro após tomar posse na Assembleia Nacional.

Casado com Rosa Virginia, filha mais velha de Chávez, Arreaza ganhou visibilidade na etapa final da doença do então presidente, derrotado por um câncer ao final de quase dois anos de enfermidade.

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