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Obama não se desculpa por grampo do governo em agência de notícias

Do UOL, em São Paulo

16/05/2013 15h15

Em breve comentário sobre o grampos de telefones de jornalistas da agência de notícias “Associated Press”, o presidente dos EUA, Barack Obama, disse nesta quinta-feira (16), na Casa Branca, que não pedirá desculpas pelo episódio.

“Não me desculparei, e acho que o povo americano não esperaria que eu estivesse despreocupado (sobre esta questão)”, afirmou.

O argumento de Obama foi que os grampos, “dos quais ainda não sabemos muito”, foram justificados por uma questão de segurança nacional.

“Vazamentos ligados a (assuntos de) segurança internacional podem botar pessoas nos campos de batalha em risco. A segurança do país depende destes homens e mulheres de uniforme poderem trabalhar confiantes de que estamos cuidando deles.”

Os telefones de jornalistas da “AP” foram grampeados com autorização judicial a pedido do governo americano. 

Embora dissesse que não se desculparia por se preocupar com a segurança de seu país, o presidente dos EUA ressaltou que considerava importante a liberdade de imprensa e livre circulação de informações no país. Obama expressou apoio à reforma de uma lei de imprensa, discussão recente no país após a revelação do grampo à "AP.

Segundo Obama, a reforma equilibraria a necessidade de proteger a liberdade de imprensa com o sigilo necessário às questões de segurança nacional.

Mesmo discurso

O argumento de Obama é o mesmo usado na quarta-feira (15) pelo procurador-geral dos EUA, Eric Holder, em seu depoimento ao Congresso.

"É um dos dois ou três vazamentos mais sérios que vi, que pôs em perigo a vida de americanos e requeria uma ação muito agressiva" para tentar descobrir o responsável, afirmou Holder, que também é secretário de Justiça dos EUA.

Holder disse desconhecer os detalhes da investigação, realizada pelo FBI sob a direção do promotor federal do Distrito de Columbia e com a supervisão do procurador-geral adjunto, James M. Cole.

O requerimento para obter as ligações telefônicas realizadas pelos jornalistas da "AP" foi decidido por Cole, "em conformidade com os regulamentos e políticas do Departamento de Justiça", disse Holder, que se disse seguro de que a lei foi respeitada.

No entanto, a ação da Administração levantou uma enorme polêmica nos EUA, sobretudo porque foi feita em segredo, sem dar à agência investigada a oportunidade de rebater as suspeitas, e pela grande quantidade de dados solicitados.

Segundo revelou ontem a própria agência de notícias, os investigadores federais obtiveram informações sobre pelo menos 20 de suas linhas telefônicas em abril e maio de 2012 sobre as ligações feitas de seus escritórios em Nova York, Washington e Hartford (Connecticut).

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