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Internacional

Vice de Obama usa "nunca antes" de Lula e promete agilizar vistos de brasileiros

Fabrício Calado

Do UOL, em São Paulo

31/05/2013 13h31

O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, disse nesta sexta-feira (31) em Brasília que o convite para a presidente Dilma Rousseff visitar em outubro seu homólogo americano, Barack Obama, é "um reflexo do nosso grande respeito pelo Brasil".

Em uma frase que pareceu lembrar declarações do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Biden afirmou também que “nunca na história deste país tantos representantes do governo americano estiveram aqui”, se referindo à dezena de autoridades que visitaram o Brasil desde a reeleição de Obama. Segundo o vice americano, isso prova que “2013 pode e deve marcar o começo de uma nova era nas relações EUA-Brasil”.

Entre as medidas anunciadas para estreitar a relação, o vice falou da intenção de diminuir o tempo de concessão de vistos para brasileiros. Hoje, o tempo é de quase duas semanas, segundo Biden, e a ideia é levar menos de uma.

“Falei com nosso embaixador para acharmos um jeito de passar de 12 semanas para dois ou três dias o tempo necessário para se obter um visto. Por isso dobramos o número de consulados aqui. Queremos brasileiros nos EUA, não só pra nos ver e comprar, mas pra nos entender, com nossos defeitos e tudo o mais."

Agora sei por que Obama considera tanto Dilma, diz Biden

"Agora sei por que Obama considera ela uma grande parceira. Estamos ansiosos para recebê-la em outubro", disse Biden. O vice afirmou que o encontro de Dilma com Obama será a primeira visita de um chefe de Estado em 2013.

Na quarta-feira (30), Biden anunciou que Dilma fará a primeira visita de um chefe de Estado a Washington neste ano. Segundo o vice, os Estados Unidos esperam com isso marcar o início de uma nova era nas relações com o Brasil e com a região.

Laços

Brasil e EUA estão prontos para aprofundar relações em áreas que vão de investimentos na área militar à educação, disse o vice-presidente americano após reunir-se com Dilma Rousseff.

"Não há obstáculo que não possa ser superado entre os dois países", afirmou. Destacou ainda que o Brasil é um exemplo de conciliação entre democracia e desenvolvimento econômico, enquanto outros países, como Egito e Venezuela, ainda passam por esse "dilema".

O vice-presidente americano se disse impressionado após a reunião mantida com a presidente brasileira. "Nos últimos 15 anos vocês demonstraram para o mundo que é possível ter democracia e desenvolvimento dos quais todos se beneficiam. E essa é a magia do que vocês fizeram aqui, o que a presidente de vocês está fazendo agora e a razão pela qual ela pode ter uma influência tão incrível e bem além deste país", acrescentou.

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