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Internacional

Filha de Mandela acusa jornalistas de se comportarem como "abutres"

Do UOL, em São Paulo

27/06/2013 11h23

A filha mais velha do ex-presidente sul-africano Nelson Mandela criticou nesta quinta-feira (27) a imprensa, acusando os jornalistas que cobrem a hospitalização de seu pai de se comportarem como "abutres", sem nenhum respeito pelas tradições locais.

O herói africano

  • Prêmio Nobel da Paz por sua luta contra a violência racial na África do Sul, Nelson Mandela - ou Madiba, como é chamado na sua terra natal - passou 27 anos preso e se tornou o primeiro presidente negro daquele país.

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"Há um certo racismo nos meios de comunicação estrangeiros que se permitem ultrapassar todos os limites", declarou Makaziwe Mandela à televisão pública SABC.

"Eles se comportam como abutres. É como se esperassem que um leão devore um búfalo para poder devorar seu esqueleto. É a impressão que temos na família", reclamou.

"A pessoa não pode entrar e sair do hospital. É um verdadeiro estorvo", acrescentou.

Esta é a primeira vez que a família Mandela expressa abertamente sua irritação pela intensa cobertura midiática dos problemas de saúde do patriarca.

Zuma diz que Mandela melhorou

O presidente sul-africano, Jacob Zuma, afirmou nesta quinta-feira (27) que o estado de saúde de Nelson Mandela melhorou durante a noite.

"Eu cancelei minha visita a Moçambique para vê-lo e conversar com os médicos. Ele [Mandela] está muito melhor hoje do que estava na noite passada", disse. Segundo Zuma, o estado de saúde do ex-presidente sul-africano é crítico, mas estável.

O presidente sul-africano participaria de uma reunião de cúpula da Comunidade de Desenvolvimento Sul Africano (SADC) em Moçambique para discutir a infraestrutura regional, mas desistiu da viagem após visitar o ex-presidente, de 94 anos, no hospital na noite de quarta-feira.

O estado de saúde de Mandela piorou no fim de semana. Ele foi internado no dia 8 de junho em caráter de emergência após uma recaída da infecção pulmonar que sofre há dois anos e meio, uma consequência dos anos que passou na prisão durante o regime do apartheid. (Com Reuters e AFP)

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