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Internacional

Ministro egípcio escapa de atentado a bomba no Cairo, diz governo

Do UOL, em São Paulo

05/09/2013 09h30

O ministro do Interior do Egito, Mohammed Ibrahim, escapou ileso de um atentado a bomba contra o comboio no qual se dirigia de sua casa para seu gabinete, no Cairo, nesta quinta-feira (5).

Segundo fontes de segurança, uma bomba foi lançada de um edifício em direção ao veículo do ministro. A explosão deixou um número ainda não determinado de feridos. Ao menos um segurança do comboio de veículos ficou gravemente ferido e teve a perna amputada pela explosão.

O prédio do qual o artefato foi arremessado já foi identificado, e a área foi isolada.  O atentado aconteceu no bairro residencial de Cidade Nasser, onde mora o ministro. A explosão ocorreu quando Ibrahim se dirigia de casa para o Ministério do Interior.

O ministro disse que o atentado foi uma "desprezível", , e que a explosão feriu gravemente várias pessoas, entre elas uma criança.

"A bomba utilizada contra o comboio é grande", afirmou.

Segundo a agência "Efe", no local do atentado, a rua Mustafa al Nahas, os destroços causados nos edifícios próximos pela explosão são de grande magnitude e há um bom número de veículos carbonizados.

Ibrahim foi duramente criticado pelos seguidores do deposto presidente Mohammed Mursi pelo violento despejo em agosto dos acampamentos islamitas que pediam a restituição do antigo governante e pela campanha de repressão contra a Irmandade Muçulmana, grupo político de Mohamed Mursi, presidente deposto do Egito no golpe de Estado de 3 de julho.

Julgamento adiado

A Justiça deve realizar dia 29 de outubro o julgamento dos líderes da Irmandade Muçulmana acusados de instigar a morte de manifestantes nos protestos após a queda de Mursi.

Segundo a TV estatal, o líder do movimento, Mohammed Badie, e seus principais colaboradores Jairat al Shater e Rashad Bayumi, são acusados de induzir o assassinato de manifestantes no dia 30 de junho, data na qual nove pessoas morreram e outras 90 ficaram feridas em frente à sede da confraria no bairro de A Muqatam, no Cairo.

A Procuradoria-Geral acusa os dirigentes islamitas de instigar, pagar e fornecer as armas a outros três acusados, para que, do interior da sede, disparassem contra os opositores a Mursi que tinham se reunido do lado de fora.

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