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Internacional

Misses venezuelanas fazem campanha pela paz no país

Do UOL, em São Paulo

21/02/2014 08h56

Diversas misses venezuelanas se uniram para fazer uma campanha pela paz no país. O grupo, chamado "Misses4peace", publicou um vídeo na internet com uma mensagem de união neste momento de protestos e profunda divisão política na Venezuela.

Segundo o grupo, a iniciativa surgiu de maneira espontânea entre mais de cem misses, incluindo Barbara Palacios, Miss Universo 1986; Daniela Di Giácomo, Miss International 2005; Jictzad Viña, Miss Venezuela 2005; Verushka Ramirez, Miss Venezuela 1997; Ana Karina Añez, Miss Venezuela 2003; Ly Jonaitis, Miss Venezuela 2006, entre outras.

As misses afirmam que o grupo não tem vínculos políticos com nenhum dos lados, mas exige paz na Venezuela "que hoje chora a recente e violenta morte de duas rainhas da beleza: Mónica Spear, Miss Venezuela 2005, e Génesis Carmona, Miss Turismo Carabobo 2013".

Spear foi assassinada em janeiro após um assalto no interior do país. Já Carmona morreu na última quarta-feira (19), após ter sido baleada na cabeça, um dia antes, em um protesto contra o governo, na cidade de Valência.

"Milhares de jovens saíram às ruas, nos últimos 15 anos, para nunca mais voltar para suas casas, vítimas da insegurança ou dos ataques por protestar pacificamente", disse o grupo.

"A Venezuela, antes conhecida como o país das mulheres mais belas do mundo e com a maior quantidade de títulos internacionais, incluindo sete Miss Universo, seis Miss Mundo, seis Miss Internacional e dois Miss Earth, agora encabeça as listas dos países mais violentos do planeta, e nos vemos na necessidade de clamar em grupo e pedir ao mundo inteiro orações pela Venezuela", afirmou o "Misses4peace".

As misses também exigem respeito aos diretos humanos e pedem que o país tenha mais "segurança social, alimentar, educativa e geral".

A Venezuela vive um clima de tensão após vários dias de protestos contra o governo do presidente Nicolás Maduro, que denunciou um plano da oposição para tirá-lo do poder. Até agora, seis pessoas já morreram nas manifestações pelo país. 

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