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Internacional

Governo da Ucrânia autoriza o uso de força contra russos

Do UOL, em São Paulo

18/03/2014 18h24

O governo da Ucrânia autorizou as Forças Armadas do país utilizarem suas armas para se defender contra atos que resultaram na morte de um ucraniano na península da Crimeia, nesta terça-feira. A permissão foi divulgada pelo Ministério da Defesa do país.

Na manhã desta terça-feira, um soldado foi morto após uma troca de tiros em uma base militar ucraniana na península da Crimeia. Segundo porta-vozes do governo da Ucrânia, ele teria sido morto por soldados uniformizados que, há três semanas, ocupam a região.

A Crimeia, que abriga a frota russa no mar Negro, foi parte da Rússia até 1954, quando o então dirigente soviético Nikita Kruschev passou seu controle à Ucrânia. Após a queda do ex-presidente Viktor Yanukovich, em fevereiro, as populações das regiões sul e leste do país foram às ruas para protestar contra o que consideraram um golpe de Estado. A Rússia, aliada de Yanukovich e com interesses na região, apoia esse movimento.

A península da Crimeia, de maioria étnica e língua russas e atualmente com um regime de república autônoma da Ucrânia, está sob controle de forças pró-Moscou desde 28 de fevereiro.

Nesta terça-feira, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou o decreto que oficializa a anexação da península da Crimeia, até então uma província independente pertencente ao território ucraniano.

A anexação ocorreu um dia após a divulgação do resultado do referendo realizado pelo Parlamento da Crimeia, onde 95% da população votou pela incorporação da península à Federação Russa.

A autorização para o uso da força dada pelo governo ucraniano se somou a outras medidas como a construção de trincheiras e o aumento de tropas ucranianas na fronteira a oeste do país.

No país, o temor é de que a anexação da Crimeia possa ser o primeiro passo para mais ações hostis do governo russo.

De acordo com a rede de televisão britânica BBC, a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que anunciou que não iria reconhecer o resultado do referendo na Crimeia, está realizando um treinamento com 15 mil homens na Círculo Ártico, próximo à Rússia.

Ainda de acordo com a BBC, um porta-voz do secretário-geral da ONU (Organização das Nações Unidas), Ban Ki-moon, informou que a entidade está intensificando seus esforços diplomáticos em relação à crise na Crimeia.

Os Estados Unidos e a União Europeia, em reação, anunciaram sanções econômicas e diplomáticas à Rússia.

Os Estados Unidos congelaram bens de integrantes do governo russo enquanto o Reino Unido cancelou as exportações de armamentos à Rússia e exercícios militares em conjunto programados para serem realizados neste ano. (Com agências internacionais)
 

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