Voo MH370: o que se sabe sobre o avião desaparecido

Do UOL, em São Paulo

O voo MH370, da Malaysia Airlines, caiu no sul do oceano Índico e não há sobreviventes, informou o primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak, nesta segunda-feira (24). Destroços ainda não identificados foram avistados nessa área, aproximadamente 2.500 km a oeste de Perth, na Austrália. Agora, as buscas continuarão concentradas apenas na localização de destroços que possam explicar o que teria acontecido com o voo.

Ainda não se sabe o que teria causado a queda do avião, que desviou-se de sua rota original Kuala Lumpur-Pequim. Veja aqui o que se sabe sobre o caso:

8 de março, 00:41: O voo MH370 da Malaysia Airlines saiu do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur no sábado, dia 8 de março (7 de março, 16:41 GMT), e deveria pousar em Pequim às 6:30 (22:30 GMT). Segundo a companhia aérea, o Controle de Tráfego Aéreo perdeu contato com a aeronave menos de uma hora após a decolagem. Não houve sinal de emergência ou mensagem enviada pela tripulação.

01:07: O avião enviou sua última transmissão ACARS – um service que permite a computadores a bordo do avião "conversarem" com o sistema a no solo. Não houve mais contatos.

01:19: O copiloto disse "Tudo bem, boa noite" ao Controle de Tráfego Aéreo da Malásia. Alguns minutos depois, o transponder do avião, equipamento que faz a comunicação com o radar de solo, foi desligado. Isso foi feito quando o avião cruzava do espaço aéreo malaio para o vietnamita sobre o Mar do Sul da China.

01:21: A Autoridade de Aviação Civil do Vietnã disse que a aeronave não fez o contato esperando com o controle de tráfego aéreo na cidade de Ho Chi Minh.

02:15: O radar militar da Malásia localizou o voo MH370 em um ponto ao sul da ilha de Phuket, no Estreito de Malacca, a oeste de sua última localização. Dados dos radares militares da Tailândia confirmaram que o avião havia desviado para oeste e depois norte sobre o mar de Andaman.

08:11: Sete horas após perder contato com o Controle de Tráfego Aéreo, um satélite sobre o oceano Índico captou informações sobre o avião. Esta última comunicação, que só foi divulgada uma semana após o desaparecimento do avião, sugere que a aeronave seguia por um dos dois corredores de voo, um que se estende ao norte entre Tailândia e Cazaquistão, e outro ao sul entre Indonésia e a região mais ao sul do Índico.

O que aconteceu depois?

A rota planejada do voo MH370 teria seguido sobre Camboja e Vietnã, e a busca inicial foi concentrada no Mar do Sul da China. Entretanto, registros de um radar militar revelaram mais tarde que o plano mudou de curso, o que fez com que dúzias de navios e aviões encaminhassem a busca para as águas a oeste da Malásia.

Novas evidências divulgadas em 15 de março pelo premiê malaio, Najib Razak, indicaram que o avião mudou propositalmente de rota cerca de meia hora após decolar.

Assim que a última comunicação com um satélite foi divulgada, uma semana após o desaparecimento da aeronave, as buscam passaram a abarcar uma área muito maior.

No dia 18 de março, as autoridades malaias informaram que a área total de buscas agora cobria quase 77 mil km quadrados, tendo o Cazaquistão ao norte e o oceano Índico ao sul.

No dia 20 de março, equipes de busca australianas decidiram investigar dois objetos avistados em imagens de satélite no sul do oceano Índico. China e França também informaram que seus satélites haviam registrado possíveis destroços.

No dia 24 de março, a China anunciou que um dos aviões utilizados na busca havia avistado objetos "suspeitos" nessa área. A informação foi seguida por um comunicado de que um avião australiano havia visto dois objetos no mar e um navio foi enviado para investigar e tentar resgatar os possíveis destroços.

Após analisar informações de satélites, o governo malaio afirmou que não havia qualquer dúvida de que o avião havia caído nessa parte do mar.

(com informações de agências internacionais)

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