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Buscas por avião em corredor norte são interrompidas

Do UOL, em São Paulo

25/03/2014 09h58Atualizada em 14/04/2014 19h47

O governo da Malásia anunciou nesta terça-feira (25) a interrupção das tarefas de busca ao avião da Malaysia Airlines desaparecido no chamado corredor norte (Ásia), tendo em vista que dados de satélite situam sua trajetória de voo no oceano Índico.

"Como resultado dos últimos dados analisados, a busca e a operação de resgate no corredor norte foram suspensas", disse o ministro da Defesa e interino de Transporte da Malásia, Hishammuddin Hussein, em entrevista coletiva.

Hishamudin afirmou que as operações de rastreamento também foram suspensas em parte do corredor sul, principalmente na área próxima à Indonésia, para concentrar seus esforços no Índico.

O voo MH370 ia de Kuala Lumpur, na Malásia, para Pequim, na China, quando desapareceu dos radares cerca de 40 minutos após o início do voo, em 8 de março.

Várias embarcações da China, Austrália e Estados Unidos se dirigem à área onde os satélites localizaram os supostos vestígios do Boeing 777-200 da Malaysia Airlines, desaparecido desde o último dia 8 de março.

Com base nas análises dos dados do satélite Inmarsat, o ministro malaio confirmou que o avião voou durante horas sobre o oceano Índico, onde não havia possibilidade de aterrissar e, por isso, não espera encontrar sobreviventes. 

Hussein  afirmou ainda que os novos dados incluem um sinal eletrônico final que ainda está sendo investigado.

"Há evidência de uma comunicação parcial entre a aeronave e uma estação em terra às 00h19 [horário de Greenwich]", disse Hussein. "Nesse horário, essa transmissão não é compreendida e está sujeita a mais trabalhos que estão em andamento."

Ainda de acordo com o ministro, seis navios chineses se aproximam da área em que foram avistados possíveis destroços do voo MH370. As embarcações devem chegar à região estabelecida como última posição da aeronave nesta terça-feira (25) à noite .

A busca na região foi suspensa devido ao mau tempo. Ventos e chuva forte, além de ondas altas, tornaram a área muito perigosa para as equipes de busca. O desafio agora não é diplomático e sim técnico e logístico para encontrar os destroços.

"Eu tenho certeza que muitas perguntas poderão ser respondidas quando encontrarmos a caixa preta", afirmou o ministro. 

Durante a coletiva de imprensa, ele relembrou que foram quase dois anos para encontrar a caixa preta do voo da Air France que caiu no Atlântico quando ia do Rio a Paris em 2009. (Com agências internacionais)

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