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Estudantes que correram para o alto do navio conseguiram sobreviver, diz passageiro

Operação de resgate dos passageiros da balsa que afundou no litoral da Coreia do Sul - Dong- A Ilbo/AFP
Operação de resgate dos passageiros da balsa que afundou no litoral da Coreia do Sul Imagem: Dong- A Ilbo/AFP

Do UOL, em São Paulo

16/04/2014 19h09

Os passageiros a bordo da balsa Sewol, que naufragou no litoral da Coreia do Norte nesta terça-feira (15, já quarta-feira na região) receberam a ordem para ficar em seus lugares, mesmo quando a embarcação já estava afundando. As ordens passadas pelos alto-falantes incluíram depois a colocação de coletes salva-vidas e pular na água, contaram vários sobreviventes do acidente.

“Não se movam”, disse um oficial não identificado pelos alto-falantes. “Se vocês se mexerem, é perigoso, fiquem em seus lugares”, reportou uma vítima à agência YTN, afiliada da CNN.
Um sobrevivente disse à agência que crianças foram obrigadas a ficar quietas. “Somente alguns dos que desobedeceram às ordens sobreviveram”, afirmou.
As famílias de vários estudantes receberam mensagens de texto via celular informando que a balsa estava afundando.

“[Eles] nos disseram para ficar em nossos lugares e nós obedecemos”, disse Hyun Hung Chang à agência YTN. "Mas depois, o nível da água começou a subir muito. Não sabíamos o que fazer. As crianças começaram a gritar de medo, pedindo socorro”.

Os estudantes que pularam na água ou correram para as partes mais altas da embarcação conseguiram ser resgatados. As equipes de helicópteros que voaram para o local içaram vários sobreviventes do deque do navio.

Outros passageiros que estavam na água foram resgatados pelos barcos pesqueiros e embarcações militares.

A balsa carregava 462 passageiros, sendo 325 estudantes e 15 professores de Seul, que saíam para uma viagem de quatro dias. As autoridades sul-coreanas confirmaram seis mortes. Pelo menos 164 foram resgatados, deixando em aberto o destino de 292 pessoas. Os familiares dos passageiros esperam por notícias em um ginásio de esportes.$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-foto','/2014/mapa-do-naufragio-na-coreia-do-sul-1397659440484.vm')

“Eu tive que nadar para chegar até um dos barcos de resgate”, contou Lim Hyung Min, um dos estudantes sobreviventes. "A água estava tão fria, mas eu queria muito viver e nadei”.
Dezenas de mergulhadores do Exército da Coreia do Sul, marinheiros e policiais juntaram-se ao esforço de buscas. Mas a baixa temperatura das águas, as fortes correntes e pouca visibilidade complicaram a operação.

O navio Americano USS Bonhomme Richard, que patrulhava a área em missão de rotina, mudou seu curso para ajudar no resgate, no caso de um pedido do governo sul-coreano. Segundo o porta-voz Arlo Abrahamson, da Marinha dos Estados Unidos na Coreia do Sul, o governo fez um ótimo trabalho até agora, contra as dificuldades do tempo. “É uma situação terrível, digna de um pesadelo”.

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