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"Sinto muito, não tenho palavras", diz capitão de balsa que naufragou

Do UOL, em São Paulo

17/04/2014 04h24Atualizada em 17/04/2014 12h39

O capitão da balsa que naufragou nesta quarta-feira (16) no litoral da Coreia do Sul, matando ao menos nove pessoas, disse nesta quinta-feira (17) que “sente muito”, de acordo com a emissora CNN.

As buscas pelas mais de 280 pessoas que estão desaparecidas foram retomadas nesta manhã (hora local). A barca levava 462 pessoas, em sua maioria estudantes do ensino médio. Os mortos são cinco estudantes e dois professores, de acordo com a agência AP.

"Eu sinto muito", disse o capitão, Lee Joon Suk, aos repórteres ao ser apresentado em um posto da Guarda Costeira. “Não tenho palavras”, completou, de acordo com a emissora.

Lee pode ser acusado de negligência e homicídio acidental.

Arte/UOL
Imagem: Arte/UOL

Buscas envolvem dezenas de barcos

Já estão confirmadas 179 resgatadas entre as pessoas que estavam a bordo, de acordo com a agência de notícias Reuters.

Dezenas de barcos e também helicópteros são usados nas buscas, e mergulhadores vasculharam ao menos três compartimentos da embarcação à procura de vítimas. Até o momento, foram identificados três adolescentes (com idade por volta de 17 anos) e uma integrante da tripulação, de 27 anos.

A maioria dos passageiros fazia parte de um grupo de estudantes do ensino médio --325 adolescentes de Ansan (cerca de 35 km de Seul)-- que estava em uma excursão escolar para a Ilha de Jeju, um destino turístico no país.

As condições de visibilidade no local são ruins, há fortes correntes marítimas e a temperatura da água é baixa, segundo informações da Marinha, o que pode dificultar as atividades nesta quinta-feira.

Já se fala na possibilidade de esta ser  a maior tragédia marítima da Coreia do Sul nas últimas décadas.

Você sabia?

  • Arquivo/AP

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Balsa tem capacidade para 900 pessoas

Com capacidade para transportar aproximadamente 900 pessoas, a balsa Sewol ia de Incheon (cerca de 30 km da capital) para a Ilha de Jeju. A viagem noturna (de terça para quarta-feira) teria duração prevista de 14 horas. A embarcação afundou lentamente, em um ponto a 470 km de Seul, e submergiu oito horas após enviar um pedido de socorro. Ainda não há explicações sobre a causa do naufrágio.

A empresa dona da balsa Sewol divulgou um pedido de desculpas por meio de seus oficiais.

"Eu gostaria de pedir desculpas aos passageiros, incluindo estudantes e seus pais, e prometer que nossa companhia fará o seu melhor para minimizar perdas de vidas. Nós pedimos desculpas", disse Kim Young-boong, chefe de planejamento e administração da empresa marítima Chunghaejin.

Pancada antes do naufrágio

Embora ainda não tenha sido revelado o que provocou o acidente, alguns passageiros relataram ter ouvido um grande impacto antes de a balsa virar e afundar. "Nós ouvimos uma grande pancada e o barco parou", contou um passageiro ao canal local de TV YTN. "A balsa começou a virar e tivemos que nos segurar para conseguir ficar sentados", ele afirmou.

Algumas pessoas contaram que foram orientadas a ficar sentadas mesmo com a embarcação já adernando. Elas afirmaram que a balsa balançou bastante e que muita gente ficou ferida ao ser atingida por malas e outros objetos, ou ao cair por cima de outras pessoas.

Vários passageiros se jogaram na água para tentar se salvar; alguns poucos chegaram a ser socorridos por embarcações comerciais que estavam perto do local do acidente. 

As vítimas resgatadas foram atendidas na Ilha de Jindo, onde receberam cuidados médicos e cobertores para se aquecer. 

Em Ansan, perto de Incheon (de onde a embarcação partiu), dezenas de pais foram à escola de ensino médio Danwon, na tentativa de conseguir informações sobre os filhos que estavam na balsa. (Com agências internacionais)

Vítima diz que passageiros foram orientados a ficar em balsa

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