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Mergulhadores acham cabine com 48 corpos em balsa na Coreia do Sul

Do UOL, em São Paulo

25/04/2014 09h55Atualizada em 25/04/2014 16h48

Mergulhadores encontraram 48 corpos de meninas em uma cabine da balsa Sewol, que naufragou na Coreia do Sul, no dia 16 de abril, informou a TV americana CNN, nesta sexta-feira (25). Elas vestiam coletes salva-vidas e tudo indica que elas correram para a cabine, com espaço para 30 pessoas, quando a balsa começou a afundar.

Autoridades afirmaram que foram encontradas diversas cabines “sobrecarregadas de pessoas”, mas que as equipes de resgate estão enfrentando dificuldades para recuperá-los. Os trabalhos de busca continuam na Coreia do Sul.

O número provisório de mortos chegou a 183, enquanto outras 119 permanecem desaparecidas em águas do sudoeste do país. As autoridades locais não trabalham mais com a possibilidade de encontrar sobreviventes.$escape.getH()uolbr_geraModulos('embed-infografico','/2014/naufragio-de-balsa-em-seul-na-coreia-do-sul-1397768276453.vm')

Após o naufrágio do Sewol, somente 174 pessoas foram resgatadas, todas elas nas horas posteriores ao acidente, do total de 476 pessoas que viajavam de Incheon até a turística ilha meridional de Jeju.

Na quinta-feira (24), a Procuradoria-Geral da Coreia do Sul acusou de homicídio por negligência e violação das leis marítimas 11 dos 15 membros resgatados da tripulação. Os procuradores acham que os tripulantes não fizeram qualquer operação de salvamento: se protegeram na cabine enquanto esperavam para ser resgatados pela Guarda Costeira, informou a emissora sul-coreana "Arirang". As acusações aos membros da tripulação podem levar a no mínimo três anos de prisão.

O capitão, que permanece detido pelo mesmo motivo, é acusado pelas autoridades de "assassinato por omissão" por supostamente não evacuar o barco, deixando a maioria dos passageiros presa.

Hoje, alguns tripulantes interrogados admitiram que não tentaram resgatar os passageiros a bordo, enquanto o chefe de máquinas se defendeu. "Eu não pretendi fugir" deixando os passageiros para trás, respondeu o maquinista à imprensa após ir a um tribunal na cidade portuária de Mokpo, no sudoeste do país e perto das águas onde naufragou o barco.

As autoridades acreditam que o funcionário da embarcação conseguiu escapar através de uma passagem reservada aos membros da tripulação, após pedir aos passageiros que não se movimentassem. Ele assegura que escapou "exatamente antes de a embarcação começar a virar totalmente".

A investigação revelou que sete membros da tripulação, incluindo o chefe de máquinas, foram alguns dos primeiros a chegar à costa em um bote salva-vidas após o resgate.

A balsa Sewol começou a se inclinar supostamente por uma curva brusca que levou ao deslocamento da carga, e em pouco mais de uma hora já estava completamente afundada. (Com Agências Internacionais)

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