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Dilma chama de 'massacre' ataques de Israel a Gaza

Do UOL, em São Paulo

28/07/2014 16h38Atualizada em 28/07/2014 22h23

A presidente Dilma Rousseff chamou, durante sabatina nesta segunda-feira (28), de “massacre”, para depois dizer que se tratava de "ação desproporcional”, a invasão de Israel à faixa de Gaza. A sabatina foi realizada pelo UOL, "Folha de S. Paulo", "SBT" e "Jovem Pan", no Palácio Alvorada, residência oficial da presidente.

“O que está ocorrendo na faixa de Gaza não é genocídio, mas acho que é um massacre e uma ação desproporcional. Não é possível matar mulheres e crianças de jeito nenhum”, afirmou Dilma.

Sobre as palavras do porta-voz da chancelaria israelense, de que desproporcional era perder de 7 a 1 no futebol, em referência à goleada sofrida pelo Brasil à Alemanha, na Copa do Mundo, a presidente afirmou que as declarações “prejudicam muito” o entendimento entre o Brasil e Israel.

Dilma afirmou ainda que o governo brasileiro defende a existência de um Estado israelense e outro palestino naquela região e disse ter “grande consideração aos israelenses”.

Médicos cubanos

A presidente também foi indagada sobre as críticas ao programa Mais Médicos, criado no ano passado pelo governo federal. Um dos principais alvos do programa são os médicos cubanos, que recebem salário inferior ao dos demais profissionais contratados. Uma parte do dinheiro pago pelo governo brasileiro é direcionada ao regime cubano.

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“Essa discussão fundamentalista sobre Cuba é um despropósito. Todos os países aprovaram o fim das restrições à Cuba”, afirmou Dilma. Para a presidente, era necessário trazer médicos do exterior porque os brasileiros não têm interesse em atuar em regiões interioranas e nas periferias das grandes cidades.

“O médico quando pega o diploma não quer trabalhar em um departamento indígena, não vai atender no interior do nordeste e não vai na periferia de São Paulo. Aliás, sabe qual é o Estado que tem o maior pedido de médicos? É São Paulo”, disse.

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