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Internacional

Em um dos piores bombardeios desde início de ofensiva, Gaza tem 110 mortos em 24 horas

Do UOL, em São Paulo

29/07/2014 09h20Atualizada em 29/07/2014 11h18

Um dia após o premiê israelense, Benjamin Netanyahu, ter alertado para uma "ofensiva prolongada" em Gaza, o território palestino enfrenta nesta terça-feira (29) um de seus piores bombardeios em 22 dias de conflito.

De acordo com fontes palestinas da ONU, mais de 110 palestinos, a maioria civis, morreram nas últimas 24 horas, ultrapassando 1.100 desde 8 de julho. Até ontem, 229 crianças haviam sido mortas.

Segundo o canal de notícias americano NBC, Israel realizou 76 ataques entre a noite de segunda-feira (28) e a manhã desta terça-feira (29), um dos mais intensos bombardeios desde que a ofensiva do país teve início na faixa de Gaza.

Um porto, um campo de refugiados, quatro mesquitas e a casa do líder do Hamas foram atingidos. Segundo o Exército israelense, armas estavam escondidas nas mesquitas.

Mapa Israel, Cisjordânia e Gaza - Arte/UOL - Arte/UOL
Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza
Imagem: Arte/UOL

Ainda segundo a ONU, moradores de 40% de Gaza receberam alerta para que deixassem suas casas nesta terça. Ao todo, 182.604 pessoas (10% da população da faixa) já estão refugiados em 82 abrigos da UNWRA. 

Do lado israelense, as mortes também aumentaram, com 10 soldados mortos nas últimas 24 horas -- um total de 53 militares desde o início do conflito, ao lado de 2 civis e um tailandês.

Usina destruída

Disparos de um tanque israelense atingiram nesta terça-feira o depósito de combustível da única usina de energia da faixa de Gaza, interrompendo o suprimento de eletricidade para a Cidade de Gaza e várias outras partes do enclave palestino de 1,8 milhão de habitantes.

Uma grossa coluna de fumaça emergia das instalações, que suprem dois terços das necessidades de energia do território, e os contêineres de combustível estavam em chamas.