PUBLICIDADE
Topo

Internacional

Novo ataque a escola da ONU em Gaza deixa 10 mortos

Do UOL, em São Paulo

03/08/2014 06h48

Um ataque aéreo israelense matou ao menos 10 pessoas e feriu cerca de 30 outras pessoas neste domingo (3) em uma escola administrada pela ONU (Organização das Nações Unidas) no sul da faixa de Gaza, segundo testemunhas e fontes médicas.

Um míssil lançado por um avião bateu na entrada da escola, na cidade de Rafah. Centenas de palestinos estavam sido abrigados no local.

Mapa Israel, Cisjordânia e Gaza - Arte/UOL - Arte/UOL
Mapa mostra localização de Israel, Cisjordânia e Gaza
Imagem: Arte/UOL

O Exército israelense não comentou de imediato o ataque, o segundo a atingir uma escola em menos de uma semana - na ocasião, 19 pessoas morreram e cerca de 200 ficaram feridas.

Mais cedo no domingo, bombardeios israelenses mataram ao menos 30 pessoas em Gaza, segundo a Reuters.

Os ataques acontecem um dia depois de o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, prometer manter a pressão sobre o Hamas, mesmo depois de o Exército completar a sua principal missão de destruir uma rede de túneis que se estende ao país.

O número de mortos na faixa desde que começou a operação Limite Protetor passa de 1.700 e o de feridos já é superior a 9.080, segundo Ashraf al Qidra, porta-voz do Ministério da Saúde de Gaza.

Mais de 520 mil pessoas foram desalojadas na faixa de Gaza, mais de um quarto da população local (1,7 milhão). (Com agências internacionais)

Conheça os pontos da negociação entre Israel e palestinos

  • Reprodução/BBC

    Estado palestino

    Os palestinos querem um Estado plenamente soberano e independente na Cisjordânia e na faixa de Gaza, com a capital em Jerusalém Oriental. Israel quer um Estado palestino desmilitarizado, presença militar no Vale da Cisjordânia da Jordânia e manutenção do controle de seu espaço aéreo e das fronteiras exteriores

  • Mohamad Torokman/Reuters

    Fronteiras e assentamentos judeus

    Os palestinos querem que Israel saia dos territórios que ocupou após a Guerra dos Seis Dias (1967) e desmantele por completo os assentamentos judeus que avançam a fronteira, considerados ilegais pela ONU. Qualquer área dada a Israel seria recompensada. Israel descarta voltar às fronteiras anteriores a 1967, mas aceita deixar partes da Cisjordânia se puder anexar os maiores assentamentos.

  • Cindy Wilk/UOL

    Jerusalém

    Israel anexou a área árabe da Jordânia após 1967 e não aceita a dividir Jerusalém por considerar o local o centro político e religioso da população judia. Já os palestinos querem o leste de Jerusalém como capital do futuro Estado da Palestina. O leste de Jerusalém é considerado um dos lugares sagrados do Islã. A comunidade não reconhece a anexação feita por Israel.

  • Agência da ONU de Assistência aos Refugiados Palestinos

    Refugiados

    Há cerca de 5 milhões de refugiados palestinos, a maioria deles descendentes dos 760 mil palestinos que foram expulsos de suas terras na criação do Estado de Israel, em 1948. Os palestinos exigem que Israel reconheça seu "direito ao retorno", o que Israel rejeita por temer a destruição do Estado de Israel pela demografia. Já Israel quer que os palestinos reconheçam seu Estado.

  • Mahfouz Abu / EFE

    Segurança

    Israel teme que um Estado palestino caia nas mãos do grupo extremista Hamas e seja usado para atacar os judeus. Por isso, insiste em manter medidas de segurança no vale do rio Jordão e pedem que o Estado palestino seja amplamente desmilitarizado. Já os palestinos querem que seu Estado tenha o máximo de atributos de um Estado comum.

  • Abbas Momani/AFP

    Água

    Israel controla a maioria das fontes subterrâneas da Cisjordânia. Os palestinos querem uma distribuição mais igualitária do recurso.

Internacional