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Internacional

Trégua em Gaza é prorrogada por mais 24 horas

Do UOL, em São Paulo

18/08/2014 18h10

A trégua humanitária na faixa de Gaza foi prorrogada por 24 horas para que as delegações de Israel e de palestinos possam continuar a negociação de um cessar-fogo no Cairo, Egito. A informação foi dada por Gamal Shobky, embaixador da Autoridade Nacional Palestina enviado ao país.

A trégua atual, estabelecida há cinco dias, terminaria à meia-noite do horário local (18h de Brasília) nesta segunda-feira (18). Izat Arashaq, oficial sênior do Hamas, confirmou a extensão da trégua. Oficiais do alto comando israelense, que não tiveram a identidade citada, também confirmaram a prorrogação por 24 horas à "Reuters" e "AFP".

De acordo com o site israelense “Haaretz”, é provável que um acordo definitivo de cessar-fogo exclua questões de maior discordância entre os grupos palestinos e o governo Israel. A discussão desses pontos “poderá ser postergada para negociações futuras".

Mais cedo, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que Israel estava “preparado para qualquer eventualidade” e ameaçou atacar "com força" se os disparos de foguetes palestinos forem retomados, pouco antes do fim de um cessar-fogo em Gaza.

Por sua vez, o grupo palestino Hamas elogiou a decisão da União Europeia de vetar a compra de produtos israelenses cultivados ou fabricados nas colônias, ilegais segundo o direito internacional. (Com CNN e Haaretz)

Entenda a ofensiva de Israel em Gaza

  • Como o novo conflito começou?

    A tensão aumentou drasticamente após o sequestro de 3 jovens israelenses na Cisjordânia, em junho. Israel então fez missão de busca que prendeu 420 palestinos e matou 6 inocentes. Após 18 dias, os corpos dos jovens foram achados. Vários grupos jihadistas assumiram o crime. Mas Israel culpa o Hamas, que não se posicionou. Depois, um palestinos de 16 anos foi morto em Jerusalém por judeus radicais

  • Em qual contexto político o crime aconteceu?

    As relações entre os governos israelense e palestino já estavam tensas desde que, em abril, Hamas e Fatah anunciaram governo de unidade nas regiões autônomas palestinas. O presidente palestino, Mahmoud Abbas, disse que o novo governo reconhece os acordos de paz assinados, mas Israel acha que Abbas não pode fechar acordo com Israel e, ao mesmo tempo, com o Hamas, que quer a destruição de Israel

  • Por que a área do conflito é polêmica?

    Os jovens israelenses eram de assentamentos em território palestino da Cisjordânia considerados ilegais pela ONU por violar o artigo 49 da Quarta Convenção de Genebra, de 1949, que proíbe a transferência violenta de população civil para outro Estado. Israel discorda dessa interpretação e alegando que a área nunca teria sido parte de um Estado soberano e que o acordo não se aplica ali

  • Por que a ONU fala em "emergência humanitária"?

    A ofensiva de Israel está cada vez mais sangrenta. Em poucas semanas, mais de mil palestinos foram mortos nos ataques em Gaza, inclusive dezenas de idosos e crianças. Cerca de 53 mil soldados israelenses agem em uma pequena faixa de terra de 362 km2, ondem vivem meio à extrema pobreza 1,8 milhão de palestinos. A ONU diz que mais de 3/4 das vítimas são civis e já são mais de 80 mil desabrigados

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