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Versão de ex-militar sobre morte de Bin Laden é contestada

O ex-Navy Seal Robert O"Neill - Walter Hinick/The Montana Standar/ Reuters
O ex-Navy Seal Robert O'Neill Imagem: Walter Hinick/The Montana Standar/ Reuters

Do UOL, em São Paulo

07/11/2014 11h50Atualizada em 07/11/2014 12h34

Ex-integrante da elite da Marinha dos Estados Unidos, Robert O’Neill, 38, ganhou o noticiário internacional nesta semana ao dizer que foi ele o autor dos tiros que mataram Osama bin Laden, em 2011, no Paquistão. Mas, de acordo com reportagem da BBC, a revelação não bate com o que já havia sido divulgado por outro militar sobre a missão ultrassigilosa em Abbottabad.

Em maio daquele ano, 23 ‘Seals’, como são chamados os membros do esquadrão especial das forças armadas dos EUA, invadiram a casa onde estava escondido o líder da Al Qaeda e foram os últimos a vê-lo com vida.

Segundo O'Neill, o militar que estava à frente do grupo disparou, mas não acertou Bin Laden. Neste momento, O'Neill teria entrado no quarto onde estava o terrorista e atirado duas vezes em sua cabeça, matando-o. 

Outro militar que esteve no Paquistão, Matt Bissonette, conta uma versão diferente no livro "No Easy Day", lançado em 2012, sobre a operação. Ele afirma que foi o militar à frente do grupo que matou Bin Laden. 

O jornal "Washington Post", que divulgou as revelações de O’Neill, afirma que o ex-militar reconhece que ao menos outros dois Seals atiraram em Osama, entre eles Bissonette, que está sob investigação por ter levado a público informações confidenciais. Nesta quinta-feira (6), em entrevista a NBC News, ele não contestou diretamente as informações de O’Neill.

“Duas pessoas diferentes dizendo duas histórias diferentes por razões diferentes”, afirmou Bissonette ao apresentador. “O que quer que ele diga, é ele quem diz. Eu não quero tocar nisso.”

Aposentado desde 2012 após prestar serviços por 17 anos ao Exército, O’Neill iria se apresentar publicamente como o matador de Bin Laden em uma entrevista na TV norte-americana, que seria veiculada até o fim deste mês. Mas, seu nome teria sido vazado por um site controlado por ex-integrantes das forças especiais. Aparentemente, o motivo seria protestar contra a decisão de O’Neill de reivindicar para si o crédito de ter dado o tiro derradeiro no terrorista.

No ano passado, O’Neill já havia dado uma entrevista à revista "Esquire" afirmando ser o autor dos disparos fatais, mas sua identidade não fora informada.

As declarações do ex-militar não foram confirmadas nem negadas pelo Pentágono, até o momento (e dificilmente o serão). 

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