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Em próxima edição, 'Charlie Hebdo' vai publicar charges de Maomé

Bertrand Guay/AFP
A publicação "Charlie Hebdo" costuma pôr à venda 60 mil exemplares, mas o número que sairá dentro de dois dias terá uma tiragem de um milhão e será traduzido para 16 idiomas Imagem: Bertrand Guay/AFP

Do UOL, em São Paulo

2015-01-12T11:37:53

2015-01-12T16:17:03

12/01/2015 11h37Atualizada em 12/01/2015 16h17

O periódico satírico 'Charlie Hebdo' publicará novas charges do profeta Maomé na edição que sairá nesta quarta-feira (14), informou o advogado da publicação, Richard Malka, à rádio France Info.  

Ele afirmou que "obviamente" isso ocorrerá e que o "espírito do 'Eu sou Charlie' significa também o direito à blasfêmia". A representação em imagens do profeta é proibida para os muçulmanos.

Malka afirmou que a revista incluirá também charges sobre políticos e religiosos. "Nunca vamos ceder. Senão, nada disto faria sentido", afirmou o advogado e colaborador do semanário.

Na quarta-feira passada (7), os irmãos franco-argelinos Said e Chérif Kouachi entraram na sede da publicação e mataram 12 pessoas a tiros, das quais sete eram jornalistas.

Nos dois dias seguintes, outro jihadista, Amédy Coulibaly, matou mais cinco pessoas. No total, 17 morreram nos atentados terroristas. Os três radicais acabaram mortos em duas operações policiais na última sexta-feira (9).

Um milhão de exemplares

A publicação "Charlie Hebdo" costuma pôr à venda 60 mil exemplares, mas o número que sairá dentro de dois dias terá uma tiragem de um milhão e será traduzido para 16 idiomas, segundo explicou um de seus desenhistas Patrick Pelloux.
 
"Terá uma divulgação excepcional como gesto de vida e de sobrevivência", afirmou o advogado. Um redator do semanário Gérard Biard explicou que o desejo não é fazer um "número necrológico".
 
Os membros restantes da redação se refugiaram nos escritórios do jornal "Libération" para continuar com seu trabalho, protegidos por um forte aparato de segurança.
 
O jornal "Le Monde" forneceu cinco computadores e equipamentos eletrônicos para que o "Charlie Hebdo" volte a publicar suas edições. (Com Ansa e Efe)
 

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