Terroristas matam ao menos 26 pessoas em ataque a hotel em Burkina Fasso

Do UOL, em São Paulo

Um grupo de terroristas invadiu um hotel e um café na capital de Burkina Fasso, Uagadugu, na noite desta sexta-feira (15), fazendo uma série de reféns. O ataque deixou ao menos 26 mortos, segundo o último balanço oficial divulgado pelo governo de Burkina Fasso. O número de feridos chega a 56.

A embaixada da França em Burkina Fasso, país que fica na África ocidental e é ex-colônia francesa, confirmou se tratar de um "ataque terrorista". A Al Qaeda no Magreb Islâmico (AQMI) assumiu a autoria do atentado.

A operação de resgate no hotel se estendeu durante a madrugada deste sábado (16) e terminou com a libertação de 126 reféns. Entre eles, estava o ministro de Serviço Civil, Trabalho e Previdência, Clément Sawadogo, que passa bem.

Fontes de segurança citadas pela imprensa local afirmaram que três jihadistas morreram durante a ação militar, e que algumas das 126 pessoas liberadas foram retidas para investigar um possível envolvimento no ataque.

O hotel Splendid fica no distrito financeiro da cidade e é habitualmente frequentado por estrangeiros e funcionários das Nações Unidas.

O Exército também começou uma operação de rastreamento em outro hotel, o Yibi, e em outros estabelecimentos próximos para garantir que nenhum dos terroristas tenha escapado e se escondido na região.

Um novo governo para o país foi indicado na última quarta-feira (13), após a eleição do presidente Roch Marc Kaboré, em novembro. Eles decidiram fazer uma reunião de emergência para discutir o incidente.

Carro-bomba e tiroteio

De acordo com a imprensa local, terroristas detonaram um carro-bomba na entrada do hotel e depois começaram a disparar indiscriminadamente contra hóspedes e funcionários.

Segundo testemunhas, ao menos três homens armados e com turbantes participaram do ataque.

A intervenção do Exército no hotel começou por volta das 1h30 (23h30 de sexta em Brasília) e contou com a participação de forças especiais francesas e agentes dos serviços de inteligência dos Estados Unidos, que têm bases militares no país para lutar contra o terrorismo jihadista na região. 

Também um contingente do exército francês destacado no Mali foi enviado para aumentar a presença militar no país.

Outros casos

O ataque ocorre menos de dois meses após o atentado jihadista contra o hotel Radisson Blu de Bamako, capital do Mali, que deixou 20 mortos, incluindo 14 estrangeiros, em 20 de novembro.

Dois grupos reivindicaram o ataque: Al-Murabitun, do argelino Mokhtar Belmokhtar, e a Frente de Libertação de Macina (FLM, movimento jihadista malinense).

Em outra ação, na tarde da sexta (15), as forças de ordem foram atacadas em uma localidade do norte do país, na fronteira com o Mali.

Por volta das 14h (12h de Brasília), cerca de 20 indivíduos não identificados, com armas pesadas, lançaram um ataque contra as forças da ordem em missão na cidade de Tin Abao, localidade situada próximo de Tin Akoff, a 40 km de Gorom-Gorom.

Ao menos duas pessoas morreram. Um policial e um civil, e dois policiais feridos, um deles com gravidade".

(Com agências internacionais)

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