EgyptAir volta atrás e diz que destroços não foram localizados

Do UOL, em São Paulo

Após confirmar à rede de TV norte-americana CNN, nesta quinta-feira (19), que tinham sido localizados destroços de seu avião desaparecido no Mediterrâneo na madrugada de hoje, o vice-presidente da companhia aérea EgyptAir, Ahmed Adel, recuou nas informações.

Em nova entrevista ao canal de TV, Adel diz: "não era a nossa aeronave".

Com 66 pessoas a bordo, o voo MS804, que ia de Paris para o Cairo, sumiu dos radares sobre o mar Mediterrâneo. As operações de busca foram iniciadas, até que a Grécia divulgou que tinha localizado objetos e possíveis partes de um avião perto da ilha de Creta.

Poucas horas depois, a EgyptAir divulgou um comunicado confirmando a localização de destroços do voo MS804, a partir de trocas oficiais de informações entre os ministérios egípcios das Relações Exteriores e da Aviação Civil. De acordo com a companhia aérea, partes do avião tinham sido encontradas no Mediterrâneo, perto da ilha grega de Cárpatos. 

Algumas horas mais tarde, autoridades gregas negaram a confirmação da EgyptAir e informaram que os destroços identificados no Mediterrâneo não tinham ligação com a aeronave desaparecida. E a EgyptAir voltou atrás em sua primeira divulgação.

"Não eram partes de nosso avião", afirmou Ahmed Adel, vice-presidente da empresa.

O Comitê de Investigação de Acidentes da Aviação Civil da Grécia descartou ainda que existam sobreviventes. O diretor desse comitê, Azanasios Binis, disse que "não há esperanças de encontrar ninguém vivo" e afirmou que "os destroços achados não são do avião da Egyptair".

"Gostaria que tivéssemos encontrado os destroços porque isso nos permitiria localizar o avião e suas caixas-pretas, o que nos levaria a estabelecer as causas" da queda do Airbus, acrescentou.

O Egito agora mobiliza suas autoridades para intensificar as operações de busca na região onde o avião sumiu. O país vai comandar a investigação com a ajuda de autoridades da França, onde o jato foi construído e também o país com o maior número de cidadãos a bordo depois do Egito, afirmou Ayman al-Moqadem, chefe da agência de acidentes aéreos egípcia.

Causa ainda é desconhecida

O voo da EgyptAir de Paris ao Cairo desapareceu dos radares pouco depois de deixar o espaço aéreo grego e minutos após entrar no espaço aéreo egípcio. A aeronave decolou na França às 23h09, no horário local (18h09 em Brasília), com 66 pessoas a bordo (56 passageiros e dez tripulantes), em direção ao Egito.

A maioria dos passageiros, entre os quais estão dois bebês e uma criança, é de nacionalidade egípcia (30) e francesa (15).

Antes de sumir, o avião não emitiu sinais de socorro e realizou "guinadas repentinas", mergulhando no ar antes de desaparecer dos radares sobre o sul do Mediterrâneo.

Os investigadores não descartam que o sumiço, por conta de sua rapidez, possa ter sido provocado por um ato terrorista, com a explosão de uma bomba, por exemplo, mas ainda não há confirmação.

"Às 3h39 da manhã, o curso da aeronave era sul e sudeste [das ilhas gregas] de Kassos e Cárpatos. (...) Imediatamente depois, entrou no espaço aéreo do Cairo e fez guinadas e desceu como descrevo: 90 graus para a esquerda e 360 graus para a direita", disse Panos Kammenos, ministro da Defesa da Grécia, em uma das primeiras entrevistas sobre o incidente.

O A320 mergulhou de uma altitude de 37 mil pés para 15 mil pés antes de desaparecer dos radares, acrescentou. (com agências internacionais de notícias)

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