"Solitário", detido por morte de parlamentar comprou manuais de grupo neonazista

Do UOL, em São Paulo

  • Craig Brough/Reuters

    Policiais fazem a guarda da casa de Thomas Mair, apontado como suspeito pela morte da parlamentar britânica Jo Cox, na Inglaterra

    Policiais fazem a guarda da casa de Thomas Mair, apontado como suspeito pela morte da parlamentar britânica Jo Cox, na Inglaterra

Thomas Mair, detido na cidade de Birstall, no norte da Inglaterra, suspeito da morte da parlamentar pró-União Europeia Jo Cox, foi descrito nesta sexta-feira (17) como um homem solitário, desempregado, sem interesse por temas políticos e com histórico de problemas de saúde mental por veículos de imprensa britânicos.

 Além disso, uma organização de monitoramento nos EUA reportou que Mair comprou manuais sobre como fazer armas e explosivos de um grupo neonazista americano.

As compras do National Alliance, um grupo que prega a supremacia branca e a erradicação de todos os judeus, somam US$ 620 (cerca de R$2.150), segundo cópias de notas fiscais no nome de Mair.

Mair, de 52 anos, foi detido pela polícia no local onde Cox foi esfaqueada e baleada ontem, perto da biblioteca de Birstall, onde a parlamentar tinha realizado reuniões periódicas com eleitores de seu distrito, o de Batley & Spen.

Segundo testemunhas, Mair vive em uma pequena casa concedida pela prefeitura de Fieldhead, a 1,6 quilômetros do lugar onde Jo Cox foi assassinada na tarde de ontem.

Yui Mok/PA/AP


O homem jamais teve um emprego em tempo integral, mas ajudava os vizinhos em trabalhos de jardinagem. Eles relataram que Mair parecia ser uma pessoa tranquila e solidária.

O irmão, Scot Mair, de 49 anos, contou que Tommy Mair não tinha interesse em política, não era racista e nem violento, mas explicou que ele tinha um histórico de doença mental.

"Eu não posso acreditar no que aconteceu. Ele tinha antecedentes de doença mental, mas recebia ajuda. Chorei quando soube (do ocorrido). Eu chorei quando ouvi (o que aconteceu). Eu sinto muito pela (parlamentar) e sua família", declarou Scot Mair.

Thomas Mair tinha trabalhado como voluntário em um colégio para crianças com incapacidade em Dewsbury, no condado de West Yorkshire, no norte da Inglaterra, e apresentava transtorno obsessivo com a higiene pessoal.

A vizinha de Mair, Kathleen Cooke, de 62 anos, contou aos jornais britânicos que o homem sempre usava um boné branco e uma mochila.

Jo Cox, mãe de dois filhos pequenos, foi levada ao hospital de Leeds após o ataque de ontem, mas não resistiu e morreu devido aos graves ferimentos sofridos.

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