Qual o risco de um fenômeno natural se transformar em catástrofe no Brasil?

Do UOL, em São Paulo

  • Getty Images/iStockphoto

O risco de um fenômeno natural, como inundação, seca e incêndio, se transformar em catástrofe poderia ser mais reduzido no Brasil, se não fosse a infraestrutura do país e sua capacidade de lidar com situações do gênero, de acordo com o estudo World Risk Report 2016, apresentado nesta quinta-feira (25) em Berlim.

O estudo que determina o nível de vulnerabilidade de um país a catástrofes naturais foi elaborado pela Universidade das Nações Unidas. Mesclando diferentes itens, como exposição a fenômenos naturais, prevenção e estrutura para atender potenciais vítimas, o estudo reuniu 171 países e mostrou a capacidade de eles lidarem com uma emergência.

O Brasil está em uma posição intermediária na lista, sendo o 123º país mais vulnerável a catástrofes. O Brasil tem um índice de risco considerado baixo, principalmente pela baixa exposição a desastres naturais, em comparação com outras nações.

Mas os itens de suscetibilidade (infraestrutura e índice de pobreza, por exemplo) e a capacidade do país de lidar com esses fenômenos (atuação do poder público e situação dos serviços de saúde) impedem o Brasil de ficar em uma situação mais confortável no ranking. O país, por exemplo, tem um índice de exposição a catástrofes naturais baixo, mas está apenas duas posições melhor que a Austrália, com estrutura mais favorável para enfrentar os fenômenos.

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A quantidade e a condição de estradas e aeroportos para que sejam levados itens emergenciais, por exemplo, são fundamentais para que o país consiga reduzir os riscos de uma tragédia. Além disso, quanto mais eficientes forem os sistemas de energia elétrica e prevenção - alarmes sonoros em cidades vulneráveis, por exemplo -, maior a capacidade do país de escapar da situação.

"Construções sólidas, assim como uma rede de transporte de alta qualidade, podem limitar os impactos de desastres naturais em termos de perdas humanas e econômicas", disse Matthias Garschangen, diretor científico do World Risk Report.

A Argentina (129ª) e o Uruguai (124ª), de acordo com o relatório, apresentam condições melhores de infraestrutura para conter danos de desastres naturais que o Brasil.

A Itália - cenário de um terremoto de magnitude 6,2 na escala Richter na madrugada desta quarta-feira (24), que matou mais de 240 pessoas - está na 119ª posição. O país tem um nível de exposição considerado médio, mas também compensa no atendimento emergencial.

O Qatar ficou em 171º, obtendo o melhor índice, devido à baixa exposição aos desastres e também à capacidade do país de lidar com uma potencial catástrofe natural.

Altamente expostas a fenômenos como terremotos, tsunamis e tempestades, além de não contar com uma infraestrutura ideal para reduzir os riscos das tragédias, as ilhas de Vanuatu e Tonga, no Pacífico, ficaram com as primeiras posições, com índices de risco considerados muito alto.

Elaborado por especialistas do Instituto para o Ambiente e Segurança Humana da Universidade das Nações Unidas (UNU-EHS), o documento também contou com a colaboração da Universidade de Sttutgart e de associações humanitárias alemãs.

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