Morre homem baleado durante protestos contra a polícia em Charlotte (EUA)

Do UOL, em São Paulo

  • Mike Blake/Reuters

    Terceiro dia de protestos em Charlotte (EUA); prefeito decretou toque de recolher

    Terceiro dia de protestos em Charlotte (EUA); prefeito decretou toque de recolher

 Um homem que foi baleado na cidade de Charlotte, nos Estados Unidos, durante os distúrbios de ontem pela morte de um negro em uma ação da polícia, morreu nesta quinta-feira no hospital, informaram veículos de comunicação locais.

A emissora local "WBTV", que citou fontes ligadas à família, identificou o homem como Justin Carr, um negro de 26 anos que se encontrava em estado "crítico" desde quarta-feira. Ainda não se sabe quem disparou os tiros que mataram o manifestante, mas a polícia se exime de culpa no episódio.

O prefeito de Charlotte decretou toque de recolher a partir das 0h desta sexta. Na noite desta quinta, a cidade era patrulhada por militares da Guarda Nacional, enviados para conter os manifestantes que protestam contra a morte de um homem negro baleado pela polícia na terça.

"Temos agora os recursos que nos permitem proteger a infraestrutura e ser mais eficientes", disse em entrevista coletiva o chefe da polícia desta cidade da Carolina do Norte, Kerr Putney. "Centenas" de membros suplementares das forças da ordem tentaram impedir, nesta quinta-feira, os saques e confrontos registrados nas noites precedentes.

Vídeo não será divulgado

A polícia da cidade norte-americana de Charlotte não planeja, por ora, divulgar um vídeo do ataque fatal a tiros de policiais contra um homem negro, que gerou protestos violentos na Carolina do Norte, disse nesta quinta-feira o chefe do departamento.

O vídeo só será exibido à família de Keith Scott, de 43 anos, que foi morto a tiros por um policial negro no estacionamento de um prédio na tarde de terça-feira

Muitos dos manifestantes contestam a versão oficial sobre a morte de Scott. A polícia informou que ele portava uma arma quando se aproximou de policiais e ignorou ordens para largar a arma. Sua família e uma testemunha dizem que ele segurava um livro, e não uma arma, quando foi morto.

Ele disse que o vídeo apoia a versão da polícia sobre os fatos, mas que não mostra de maneira definitiva se Scott apontava uma arma contra os policiais. (Com agências internacionais)

 

 

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