Papa diz que "comunistas pensam como os cristãos" e evita "julgar" Trump

Do UOL, em São Paulo

  • Filippo Monteforte/ AFP

    "Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam", disse Francisco em entrevista

    "Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam", disse Francisco em entrevista

O papa Francisco afirmou que "são os comunistas os que pensam como os cristãos", ao responder sobre se gostaria de uma sociedade de inspiração marxista, em entrevista publicada nesta sexta-feira no jornal italiano "La Repubblica". O papa ainda evitou fazer um julgamento pessoal sobre o presidente eleito dos EUA, Donald Trump.

"São os comunistas os que pensam como os cristãos. Cristo falou de uma sociedade onde os pobres, os frágeis e os excluídos sejam os que decidam. Não os demagogos, mas o povo, os pobres, os que têm fé em Deus ou não, mas são eles a quem temos que ajudar a obter a igualdade e a liberdade", disse.

Papa Francisco disse esperar que os Movimentos Populares entrem na política, "mas não no político, nas lutas de poder, no egoísmo, na demagogia, no dinheiro, mas na política criativa e de grandes visões".

Questionado sobre o que achava do presidente eleito dos EUA, Francisco disse: "Não faço julgamentos sobre pessoas e homens políticos, quero apenas entender que sofrimento o comportamento deles causa aos pobres e aos excluídos".

Reprodução
Reprodução da página na internet com a entrevista do Papa Francisco ao jornal italiano La Repubblica

Francisco disse que sua maior preocupação é o drama dos refugiados e imigrantes, e reiterou que é necessário "acabar com os muros que dividem, tentar aumentar e estender o bem-estar, e para eles é necessário derrubar muros e construir pontes que permitam diminuir as desigualdades e dar mais liberdade e direitos".

Mais cedo neste ano, o papa sugeriu que a posição de Trump sobre a imigração, que inclui uma promessa de campanha de construir um muro na fronteira entre EUA e México para manter afastados os imigrantes ilegais, "não era cristã". Um porta-voz papal disse posteriormente que a declaração não foi um ataque pessoal.

Sobre os supostos "adversários" que tem no seio da Igreja, Francisco afirmou que não os chamaria assim e que "a fé une todos, embora naturalmente cada um veja as coisas de maneira diferente".

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