Wisconsin recebe pedido de recontagem de votos de eleição nos EUA

Do UOL, em São Paulo

  • Dominick Reuter/Reuters

    Jill Stein, do Partido Verde, protocou o pedido de recontagem

    Jill Stein, do Partido Verde, protocou o pedido de recontagem

A comissão eleitoral de Wisconsin recebeu nesta sexta-feira (25) o pedido formal de recontagem dos votos no Estado, nas eleições realizadas no último dia 8 de novembro, e dará início aos preparativos para a recontagem. O candidato republicado, Donald Trump, venceu a contagem no Estado em votação apertada -- 47,87%, contra 46,84% da democrata Hillary Clinton.

O pedido foi formalizado pela ex-candidata do Partido Verde, Jill Stein -- que também afirmou que irá pedir a recontagem nos Estado de Michigan (que ainda não encerrou a contagem dos votos) e Pensilvânia.

A comissão tem até 13 de dezembro para finalizar a auditoria.

Uma vitória de Hillary em Wisconsin não seria suficiente para reverter o resultado final das eleições, já que o Estado dá apenas 10 votos no Colégio Eleitoral. 

Trump tem atualmente 290 votos no colégio, contra 232 votos de Hillary. Mas Hillary obteve 2 milhões de votos populares a mais que o republicano. 

Especialistas sugeriram recentemente a Hillary que pedisse a recontagem em Wisconsin, Pensilvânia e Michigan por conta de uma suposta ação de hackers durante a votação.

No caso específico de Wisconsin, eles questionam o fato de que Trump teria obtido vantagem desproporcional em condados que usaram votação eletrônica, em comparação àqueles que usaram cédulas de papel. 

O Partido Verde lembra ainda que as urnas eletrônicas utilizadas neste ano em Wisconsin foram proibidas na Califórnia após ter ficado provado que elas eram altamente vulneráveis à invasão de hackers. Em nota no site, Stein destacou que "essas preocupações precisam ser investigadas antes que a eleição presidencial de 2016 seja validada".

"Nós merecemos eleições em que podemos confiar", disse ela. 

A suspeita de hackeamento não seria tão absurda. No início de outubro, os EUA acusaram oficialmente a Rússia de estar por trás de um recente ataque cibernético contra partidos políticos e congressistas no país, com o objetivo de interferir nas eleições americanas.

Às vésperas das eleições, autoridades federais e estaduais nos EUA reforçaram defesas cibernéticas contra possíveis ataques eletrônicos a sistemas de votação no dia do pleito, mas poucas ações contra eventuais distúrbios civis ou violência.

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