Cem brasileiros estão na Venezuela sem poder cruzar a fronteira

Do UOL, em São Paulo

  • Avener Prado/Folhapress

    Fronteira do Brasil com a Venezuela em Pacaraima (RR)

    Fronteira do Brasil com a Venezuela em Pacaraima (RR)

Cerca de cem brasileiros estão detidos em cidade fronteiriça por causa do fechamento de fronteiras ordenado por Maduro

O Itamaraty afirmou neste domingo (18) que cerca de 50 pessoas procuraram o consulado brasileiro na cidade venezuelana de Santa Elena de Uiarén, próxima à fronteira com Roraima, em busca de ajuda para conseguir voltar ao Brasil. Ao todo, cem brasileiros estão presos na região, segundo o vice-cônsul Claudio Bezerra.

No sábado, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, anunciou a prorrogação do fechamento temporário das fronteiras de seu país com o Brasil e a Colômbia até o dia 2 de janeiro, com a justificativa de evitar uma fuga de divisas. Milhares de venezuelanos estão impedidos de receber seus salários, pagos quinzenalmente no país, devido à falta de notas nos bancos. 

"Eles estão preocupados, pois estão sem dinheiro, não há moedas circulando, e eles não têm comida", disse Bezerra.

O Ministério das Relações Exteriores informou que estão sendo "realizadas gestões com vistas a buscar uma solução para o caso dos brasileiros que desejem retornar ao Brasil".

Novas cédulas chegam ao país

No sábado, Maduro anunciou a extensão da vigência da nota de 100 bolívares, que, como anunciara o governo no domingo anterior, deveria ser retirada de circulação na quinta-feira passada.

A medida havia gerado revolta na população, resultando em protestos e saques. Estima-se que mais de 70 mil venezuelanos tenham migrado para Roraima.

Um avião carregado de novas cédulas chegou à Venezuela neste domingo, o que deverá aliviar ao menos parcialmente a falta de moeda corrente.

O presidente do Banco Central venezuelano, José Khan, informou que, no total, chegaram 13,5 milhões de notas de 500 bolívares – as cédulas de valor mais baixo dentro da nova estrutura monetária venezuelana, que conta ainda com notas de mil, 2 mil, 5 mil, 10 mil e 20 mil bolívares.

Segundo Khan, outros 60 milhões de novas cédulas devem chegar ainda este mês.

Maduro acusou o Departamento do Tesouro dos Estados Unidos por atrasar a entrega.

"As notas de 500 bolívares deveriam ter chegado na quinta-feira, mas chegaram neste domingo. Como não podiam nos deter, nos deixaram 4 dias em atraso." "Notas de mil, 2 mil, 20 mil e mais outras de 500 ainda chegarão. Iremos acumulá-las e, quando as liberarmos, estaremos completando nossa política monetária", afirmou o presidente. (Com DW e agências internacionais)

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