Putin diz que não vai expulsar diplomatas dos EUA em retaliação a sanções

Do UOL, em São Paulo

  • Alexei Druzhinin/Sputnik, Kremlin via AP

    Os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Barack Obama, dos EUA

    Os presidentes Vladimir Putin, da Rússia, e Barack Obama, dos EUA

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, anunciou nesta sexta-feira que não expulsará nenhum diplomata americano do país, apesar das sanções impostas no dia anterior pelos EUA devido à suposta ingerência russa nas eleições presidenciais.

"Não vamos criar problemas para os diplomatas americanos. Não expulsaremos ninguém. Não proibiremos nem suas famílias, nem seus filhos de desfrutarem seus lares para descanso nas festas natalinas", disse Putin em uma declaração divulgada pelo Kremlin.

Putin disse que iria aguardar até a posse do presidente eleito dos EUA Donald Trump, marcada para o dia 20 de janeiro. "A Rússia se reserva, no entanto, o direito de tomar medidas de represália e restaurará as relações bilaterais em vista da política do presidente eleito Donald Trump", afirmou.

Mais cedo, o ministro das Relações Exteriores russo Sergei Lavrov disse que iria sugerir a expulsão de 35 diplomatas americanos em resposta à medida adotada por Washington pela suposta interferência de Moscou nas eleições presidenciais dos Estados Unidos.

"A reciprocidade é lei diplomática nas relações internacionais. Por isso, propomos ao presidente da Rússia que declare 'persona non grata' 31 funcionários da Embaixada dos EUA em Moscou e outros quatro do consulado americano em São Petersburgo", disse Lavrov.

O ministério também propôs proibir que os diplomatas americanos utilizem uma casa de campo perto de Moscou e um edifício usado como depósito na capital.

Ontem, os EUA expulsaram 35 diplomatas russos por suposta interferência nas eleições americanas de 2016.

Os diplomatas, da embaixada em Washington e do consulado em San Francisco, foram declarados "persona non grata" e devem, junto com suas famílias, deixar os EUA, disse o Departamento de Estado.

Foram ainda fechadas duas instalações russas, em Nova York e em Maryland, que seriam usadas com fins de espionagem. O acesso a elas foi bloqueado desde a manhã dessa quinta (29).

O Departamento do Tesouro americano afirmou que a medida tem por alvo responsáveis por "minar os processos e as instituições eleitorais".

O FBI culpou diretamente serviços de inteligência da Rússia de interferirem na eleição presidencial de 2016 dos Estados Unidos, divulgando na quinta-feira (29) o relatório mais definitivo sobre o tema até o momento, que incluiu amostras de códigos de computador nocivos que teriam sido usados em uma ampla campanha de invasões cibernéticas.

A partir de meados de 2015, a agência de inteligência externa russa, FSB, mandou um link nocivo por email para mais de mil destinatários, entre eles alvos do governo dos Estados Unidos, de acordo com a polícia federal norte-americana em um relatório de 13 páginas de coautoria do Departamento de Segurança Interna.

Embora o Departamento e o Escritório do Diretor de Inteligência Nacional tenham dito que a Rússia está por trás dos ciberataques de outubro, o relatório é a primeira análise técnica detalhada fornecida pelo governo, e o primeiro comunicado oficial do FBI.

A Rússia vem negando reiteradamente as alegações de ciberataques.

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