Sobe para 15 o número de mortos em avalanche na Itália; 14 estão desaparecidos

Do UOL, em São Paulo

  • Corpo Nazionale Soccorso Alpino e Speleologico/ANSA via AP

    Bombeiros italianos e voluntários trabalham nas operações de resgate

    Bombeiros italianos e voluntários trabalham nas operações de resgate

Os bombeiros da Itália resgataram nesta terça-feira (24) mais um corpo de homem dos escombros do hotel Rigopiano, no centro do país, atingido por uma avalanche. Com isso, sobe para 15 o número de mortos na avalanche, e cai para 14 o de desaparecidos.

Dois corpos de mulheres já haviam sido resgatados na manhã desta terça, se juntando a outros cinco recuperados durante a noite de segunda. Os primeiros funerais serão realizados nesta terça-feira.

Até o momento 11 pessoas foram resgatadas dentro e nos arredores do hotel no parque nacional Gran Sasso. Algumas pessoas sobreviveram por dois dias debaixo de gelo e destroços, relatando terem comido neve para vencer a sede. Entre os cinco adultos sobreviventes, apenas um terá que permanecer hospitalizado após ser operado de um braço que ficou preso em uma das vigas.

Depois que nove pessoas foram achadas vivas na última sexta-feira, entre elas as quatro crianças que estavam desaparecidas, não foram encontrados mais sinais de vida sob as centenas de milhares de toneladas de neve e rochas.

A esperança das equipes de resgate é chegar ao centro do hotel, onde se encontrava a área do bar e onde acredita-se que poderiam estar concentrados alguns dos hóspedes que ainda estão desaparecidos.

Enquanto prosseguiam as operações de resgate, a justiça italiana investigava o ocorrido para determinar se a catástrofe poderia ter sido evitada no hotel Rigopiano, situado na zona montanhosa dos Abruzos, no centro da Itália.

Segundo uma primeira reconstituição do acidente, 120 mil toneladas de neve, rochas e outros detritos atingiram o hotel a uma velocidade de 100 km/h.

Um dia após uma enorme avalanche atingir o edifício, foi aberta uma investigação por homicídio culposo para determinar se todos os riscos haviam sido levados em conta, tanto na construção do hotel quanto no desenvolvimento dos acontecimentos de quarta-feira.

Apesar de ter aberto novos pontos de acesso, as operações avançavam lentamente desde então, frequentemente sem máquinas para evitar um desabamento interno do edifício. (Com agências internacionais)

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