Ao lado da premiê britânica, Trump afirma que saída da União Europeia será "maravilhosa"

Do UOL, em São Paulo

  • Kevin Lamarque/Reuters

Em entrevista aos jornalistas na Casa Branca nesta sexta-feira (27) com a primeira-ministra britânica, Theresa May, o presidente dos EUA, Donald Trump, apoiou a saída do Reino Unido da União Europeia.

Segundo Trump, o Brexit, como é chamado o rompimento com o bloco, será "maravilhoso" para Londres: "As pessoas querem controlar com quem negociam e quem entra em seu país", afirmou o americano, ao ressaltar que os britânicos voltarão a ter uma "identidade própria".

Theresa May agradeceu Trump pelo convite tão cedo, já que o americano tomou posse na semana passada. Ela o parabenizou pela vitória e anunciou que o presidente dos EUA fará uma visita de Estado ainda neste ano, quando deve visitar a rainha Elizabeth 2ª.

Trump fez questão de mostrar que os EUA apoiarão a saída do Reino Unido da UE. May afirmou que os dois países levarão adiante negociações comerciais, afirmando que um acordo é tema de interesse nacional de ambos.

Apesar das críticas de Trump contra a Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte), a chefe do governo britânico afirmou diante do americano que ele se comprometeu em apoiar a aliança "100%", depois que o novo ocupante da Casa Branca qualificou recentemente a Aliança Atlântica de "obsoleta". "Senhor presidente, acho que o senhor confirmou que está 100% com a Otan", disse May durante a coletiva de imprensa conjunta na Casa Branca.

A premiê ainda mostrou completamente contra o levantamento das sanções contra a Rússia. Trump deve conversar com o primeiro-ministro russo, Vladimir Putin, neste fim de semana, e há especulações sobre a possibilidade de o fim da punição ser discutida no telefonema.

Trump afirmou que ainda é "muito cedo" para debater o fim das sanções, mas que pretende manter um excelente relacionamento com a Rússia, a China e outros países.

Entre as sanções dos EUA que vêm prejudicando mais a Rússia estão aquelas que visam seus serviços financeiros, já que limitam a capacidade da economia russa de elevar sua dívida, e suas empresas de energia.

Tortura

O presidente afirmou que, apesar de defender o uso da tortura nos interrogatórios dos suspeitos de terrorismo, deixará que o secretário de Defesa, o general James Mattis, que se opõe à prática, tome a decisão de retomá-la ou não.

"Ele disse publicamente que não acredita na tortura e no afogamento simulado. Não estou necessariamente de acordo, mas sua opinião terá prioridade sobre a minha porque darei esse poder a ele. Ele é um especialista, um general, e vou me apoiar nele. Vamos ganhar (dos terroristas) com ou sem tortura", disse Trump.

Trump tinha dito em uma entrevista à emissora "ABC" que acredita "categoricamente" que as torturas utilizadas no governo do ex-presidente George W. Bush "funcionam" contra o terrorismo. Na mesma entrevista, Trump afirmou que "pessoas no mais alto nível da cúpula de inteligência" garantiram que a tortura dá resultados. Além disso, o novo presidente dos EUA defendeu a estratégia de combater "fogo com fogo" para lidar com os jihadistas do grupo terrorista Estado Islâmico (EI).

Tanto Mattis, novo secretário de Defesa, como Mike Pompeo, novo diretor da CIA, expressaram em suas audiências de confirmação para seus cargos a rejeição ao uso da tortura. O afogamento simulado, a privação de sono, o uso de cachorros agressivos, os gritos, os golpes e a humilhação foram algumas das técnicas de "interrogatório forçado" aplicadas depois dos atentados terroristas de 11 de setembro de 2011 pelo governo de Bush.

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