Suspensão de decreto pressiona imigrantes com visto a "correrem para os EUA"

Do UOL, em São Paulo

  • Alex Wroblewski/The New York Times

    Passageiros circulam pelo aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York

    Passageiros circulam pelo aeroporto internacional John F. Kennedy, em Nova York

Viajantes que possuem visto dos EUA e que são de um dos sete países (Líbia, Sudão, Somália, Síria, Iraque, Irã e Iêmen) afetados pela proibição imposta pelo presidente Donald Trump estão correndo, novamente, para os aeroportos na esperança de entrar no país aproveitando a brecha aberta pela decisão temporária da Justiça norte-americana.

Neste domingo, o tribunal de apelações em San Francisco recusou o pedido do presidente Donald Trump para manter a ordem executiva que impede a entrada no país de cidadãos de sete países de maioria muçulmana. Por enquanto, a ordem está suspensa, e os funcionários federais disseram que irão acatar a decisão da Justiça.

No entanto, os advogados não estão se arriscando e estão orientando as pessoas que possuem visto para pegar o primeiro voo que puderem.

"Estamos dizendo para pegar um voo o mais rápido possível", diz Rula Aoun, diretor da Liga Árabe-Americana dos Direitos Civis (ACRL, na sigla em inglês), em Dearborn, Michigan. Seu grupo entrou com processo em Detroit afirmando que a ordem executiva de Trump seria inconstitucional.

Advogados também foram aos aeroportos para evitar que os recém-chegados pudessem ter problemas para entrar no país.

Renee Paradis estava no grupo de cerca de 20 advogados e intérpretes voluntários que se dirigiu ao Terminal 4 do aeroporto John F. Kennedy, em Nova York, para atender quem precisasse de ajuda, no sábado (3).

O grupo carregava placas escritas à mão em árabe e persa afirmando que eram advogados, que não eram do governo e que estavam lá para ajudar.

"Estamos apenas esperando para ver o que realmente acontece e quem consegue passar", disse Paradis.

O Departamento de Estado disse às agências de ajuda a refugiados que aqueles que tinham agendado viagem antes da ordem executiva ser assinada por Trump terão permissão de entrar nos EUA.

Um funcionário do Departamento de Estado disse em um e-mail obtido pela agência de notícias "Associated Press" que o governo está "focando nos refugiados que agendaram viagem até 17 de fevereiro"green card" (visto permanente). Na quarta-feira, a Casa Branca esclareceu que eles teriam a permissão para entrar e sair do país quando eles quiserem. (Com as agências internacionais)

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