Trudeau diz que não dará lições a Trump e que Canadá está aberto a refugiados

Do UOL, em São Paulo

  • Kevin Lamarque/Reuters

    O premiê canadense, Justin Trudeau (esq), e o presidente dos EUA, Donald Trump, dão coletiva de imprensa na Casa Branca

    O premiê canadense, Justin Trudeau (esq), e o presidente dos EUA, Donald Trump, dão coletiva de imprensa na Casa Branca

O primeiro-ministro canadense, Justin Trudeau, afirmou nesta segunda-feira (13) que não vai dar "lições" ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre amparada e segurança, mas que o Canadá manterá seu espírito de "abertura para os refugiados".

Em entrevista coletiva conjunta na Casa Branca, Trudeau afirmou que o Canadá "continuará com sua política de abertura à imigração e aos refugiados, sem comprometer a segurança", o que contrasta com as ordens executivas de Trump, que tentaram suspender todo o programa de asilo americano.

"A última coisa que os canadenses esperam é que eu venha aqui e dê lições sobre como governar", afirmou o canadense.

O premiê acrescentou que o Canadá continuará com sua política de portas abertas e que espera servir como "exemplo positivo para o mundo".

O primeiro-ministro canadense destacou que seu país recebeu mais de 40 mil refugiados da guerra civil síria com processos que não comprometem a segurança nacional.

Por sua parte, Trump disse que não vai "deixar que entrem as pessoas erradas" no país, para justificar sua ordem executiva que suspendia de maneira indefinida a amparada de refugiados sírios por medo de que se infiltrassem terroristas, apesar de não haver antecedentes disso.

Um tribunal federal de apelações desabilitou temporariamente esse decreto de Trump, que também suspendia durante 120 dias a chegada de refugiados de outras partes do mundo e detinha durante 90 dias a emissão de vistos a sete países de maioria muçulmana com histórico de terrorismo.

Trump defendeu hoje sua ordem executiva por ser "dura, mas de bom senso", e assegurou que está sendo "louvado" por sua postura e que ainda farão uma valorização da política de asilo, que vai "deixar as pessoas muito felizes".

Além disso, o presidente americano defendeu sua ordem de reforçar as agências encarregadas de fazer cumprir as leis migratórias e o aumento das batidas para deter imigrantes ilegais em todo o país, já que foi uma de suas promessas de campanha.

Trump destacou que é uma promessa eleitoral para "capturar os criminosos, os criminosos maus, com histórico de abusos e problemas e expulsá-los".

Trudeau levou como presente uma foto do norte-americano ao lado de seu pai, o ex-premier Pierre Trudeau. "Vou colocar em um lugar muito especial", afirmou Trump.   

Visões divergentes

Trudeau, 45, e Trump, 70, possuem visões antagônicas sobre sobre questões cruciais que afetam seus países.

O canadense é um liberal (no sentido norte-americano da palavra) que defende o livre comércio, recebeu 40 mil refugiados sírios e colocou mulheres em metade de seu gabinete.   

Já o norte-americano quase não deu espaço para o sexo feminino no primeiro escalão de seu governo, possui uma postura protecionista na economia e já tomou medidas duras contra imigrantes e refugiados.   

Mais de 75% das exportações do Canadá têm como destino os Estados Unidos, onde 18% das vendas ao exterior vão parar no seu vizinho do norte. (Com agências internacionais)

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