Mulher é presa por suspeita pela morte de irmão de Kim Jong-un

Do UOL, em São Paulo

  • Divulgação/ Polícia da Malásia

    Imagem de câmera de segurança mostra uma mulher considerada suspeita pela morte de Kim Jong-nam, segundo a polícia da Malásia

    Imagem de câmera de segurança mostra uma mulher considerada suspeita pela morte de Kim Jong-nam, segundo a polícia da Malásia

Uma mulher com passaporte vietnamita foi detida por suspeita de envolvimento na morte do irmão de Kim Jong-un, disse a polícia da Malásia nesta quarta-feira (15).

A mulher, identificada como Doan Thi Huong, de 29 anos de idade, foi detida pela polícia por volta das 9 horas (horário local). Acredita-se que ela estava no aeroporto para pegar um voo para o Vietnã.

"A suspeita foi identificada positivamente com base nas câmeras de segurança do aeroporto. Ela estava sozinha no momento da prisão", disse Tan Sri Khalid Abu Bakar, inspetor-geral da polícia da Malásia.

Mais cedo, a polícia da Malásia divulgou uma imagem de uma das duas mulheres suspeitas de assassinar em Kuala Lumpur o norte-coreano identificado como Kim Chol, mas que segundo fontes governamentais da Coreia do Sul poderia se tratar de Kim Jong-nam, irmão mais velho do líder norte-coreano, Kim Jong-un.

As câmeras de segurança do Terminal 2 do Aeroporto Internacional de Kuala Lumpur mostram uma mulher com feições asiáticas, pela clara e cabelo longo que vestia uma camisa branca e uma saia azul, antes de entrar em um táxi.

Segundo as autoridades, ela é uma das mulheres que supostamente atacaram a vítima na saída do aeroporto, pulverizando em seu rosto um produto químico, embora alguns veículos de imprensa afirmaram que lhe injetaram um veneno.

O inspetor-geral adjunto da polícia, Tan Sri Noor Rashid Ibrahim afirmou que a suspeita detida é a mesma da foto. "Nós a reconhecemos pela imagem e a prendemos. Ela foi encaminhada à sede da polícia para ser interrogada", disse.

Enquanto isso, o corpo do norte-coreano foi transferido nesta manhã em uma ambulância escoltada por várias viaturas da polícia até o Hospital Geral de Kuala Lumpur, onde os legistas determinarão a causa da morte e a identidade do falecido, segundo o jornal local "The Star".

Toshifumi Kitamura/ AFP
Foto de maio de 2001 mostra Kim Jong-nam (dir.) sendo escoltado por um agente de imigração no aeroporto de Narita, próximo a Tóquio, no Japão

Pelo menos três carros com matrículas oficiais pertencentes à embaixada da Coreia do Norte no país estão estacionados no hospital.

O inspetor geral da polícia da Malásia, Khalid Abu Bakar, disse no último comunicado emitido para os veículos de imprensa que segundo a documentação do morto, vítima se chama Kim Chol e nasceu em Pyongyang, em junho de 1970.

O norte-coreano morreu na segunda-feira enquanto era levado para um hospital de Putrajaya, capital administrativa do país, após passar mal e antes de embarcar em um avião com destino a Macau, desde onde tinha chegado no último dia 6.

O primeiro-ministro sul-coreano e presidente interino, Hwang Kyo-ahn, classificou a morte de "brutal e desumana", durante seu discurso em reunião de emergência convocada hoje pelo Executivo.

O porta-voz do Ministério da Unificação da Coreia do Sul, Jeong Joon-hee, afirmou por sua vez que Seul está convencida que a vítima é o irmão mais velho do líder norte-coreano.

Kim Jong-nam foi considerado como o melhor posicionado para substituir a seu pai até cair em desgraça com a virada do século, e desde então acredita-se que residia principalmente entre Hong Kong, Macau e Pequim sem ocupar nenhum cargo oficial no regime norte-coreano.

O primogênito do antigo ditador perdeu definitivamente a preferência do pai quando em 2001 foi detido em um aeroporto de Tóquio com um passaporte dominicano falso que pretendia usar para entrar no Japão e supostamente visitar o parque Disneylândia.

Fruto da relação entre o ditador e  atriz Song Hye-rim, Kim Jong-nam atraiu a atenção nos últimos anos com suas críticas contra as políticas do regime norte-coreano e seu sistema de sucessão, expressadas através de sua correspondência com um jornalista japonês, disse uma televisão do mesmo país.

 

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