Protesto contra Trump e por mulheres tem 13 detidas nos EUA

Do UOL, em São Paulo

  • Timothy Clary/AFP

    Mulher é detida ao participar de protesto contra Trump em Nova York

    Mulher é detida ao participar de protesto contra Trump em Nova York

Ao menos 13 mulheres foram detidas nas proximidades da Trump Tower, em Nova York, durante os protestos pelo "Um Dia Sem Mulheres", segundo o Departamento de Polícia de Nova York.

O departamento não classificou as detenções como prisões, nem identificou as pessoas detidas.

Mas segundo a Marcha das Mulheres, algumas das organizadores estão entre as levadas para a delegacia. 

"Não sabemos para onde estamos sendo levadas. Mas estamos juntas, irmãs", disse o grupo em postagem no Twitter, com uma foto de várias delas em um camburão.

Mulheres realizaram manifestações em várias cidades nesta quarta-feira (8) nos Estados Unidos a favor da igualdade econômica e contra as políticas do presidente Donald Trump sobre aborto e assistência de saúde, no "Um Dia sem Mulheres". Algumas não foram trabalhar, enquanto outras boicotaram lojas.

Timothy Clary/AFP

Bebeto Matthews/AP

Buscando aproveitar o ímpeto gerado com a passeata das mulheres em Washington de 21 de janeiro, dia posterior à posse de Trump, o protesto de um dia é realizado no Dia Internacional das Mulheres. O dia foi em parte inspirado na manifestação pró-imigrantes de 16 de fevereiro, o mais recente de uma série de protestos contra Trump desde que ele se elegeu em novembro.

"Eu tinha que vir para mostrar que ele não é o meu presidente. Sempre que ele abre a boca, é uma lata de lixo", afirmou Iloane Lila, 73 anos, que se juntou a milhares de mulheres num ato em Nova York.

Lila, que nasceu em Trinidad, disse que pediu folga do trabalho como babá e que participou de seu primeiro protesto político em janeiro devido a sua irritação com Trump.

Uma multidão similar se reuniu em Washington, e outros atos eram planejados para Atlanta, Chicago e San Francisco.

Pelo menos três distritos escolares, em Virgínia, Maryland e Carolina do Norte, fecharam nesta quarta por causa da falta de funcionários.

O objetivo do movimento é chamar a atenção para "o enorme valor que mulheres de todas as origens acrescentam para o nosso sistema sócio-econômico trazem, enquanto recebem salários mais baixos e experimentam grandes desigualdades, descriminação, assédio sexual e insegurança no trabalho", segundo o site oficial da Marcha das Mulheres. 

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