Explosão de carta-bomba deixa um ferido na sede do FMI em Paris

Do UOL, em São Paulo

Uma assistente da direção ficou ferida nos braços e no rosto nesta quinta-feira (16) depois de abrir uma carta-bomba, que explodiu na sede do Fundo Monetário Internacional (FMI) em Paris, na França, segundo a polícia.

A detonação foi causada por um artefato caseiro, disse o chefe da polícia da capital francesa, Michel Cadot. "Foi uma coisa bem caseira", disse Cadot a repórteres. Segundo ele, recentemente houve algumas ameaças por telefone, mas não está claro se teriam ligação com o incidente desta quinta-feira.

Uma fonte da polícia disse à agência Reuters que a funcionária que abriu a carta sofreu queimaduras no rosto e nos braços, mas não corre risco de morte.

O presidente François Hollande classificou o ato como atentado "que comprova que estamos sempre visados".

Os funcionários foram retirados do local por medida de proteção.

A diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, emitiu um comunicado condenando o que chamou de "ato de violência covarde".

"Fui informada da explosão no escritório do FMI em Paris, que feriu uma de nossas funcionárias. Estou em contato com o escritório e minha solidariedade está com nossos colegas de lá. Condeno este ato de violência covarde e reafirmo a resolução do FMI de continuar seu trabalho para assegurar seu mandato", disse.

Na véspera, a polícia alemã anunciou a descoberta no ministério das Finanças, em Berlim, de um pacote que continha uma "mistura explosiva", frequentemente utilizada para causar ferimentos consideráveis. Ele foi enviado ao ministro das Finanças alemão, Wolfgang Schaeuble.

O pacote, que foi descoberto no setor de correios do ministério, continha uma mistura geralmente utilizada para a produção de material pirotécnico, segundo a polícia. De acordo com um porta-voz da polícia, também foi encontrado "uma espécie de detonador".

Um grupo militante grego, a Conspiração de Células de Fogo, assumiu a autoria do pacote-bomba enviado na quarta-feira ao ministro alemão, mas ninguém assumiu a autoria da carta-bomba de Paris de imediato.

O FMI está envolvido em discussões entre a Grécia e seus credores internacionais a respeito do desembolso de novos empréstimos a Atenas, de acordo com um pacote de ajuda econômica ao país.

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