Ex-presidente sul-coreana é detida após escândalo de corrupção

Do UOL, em São Paulo

  • Chung Sung-jun/AFP

    31.mar.2017 - A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye (centro), é transferida para centro de detenção em Seul

    31.mar.2017 - A ex-presidente da Coreia do Sul, Park Geun-hye (centro), é transferida para centro de detenção em Seul

A ex-presidente da Coreia do Sul Park Geun-hye foi detida na sexta-feira (hora local, tarde de quinta no Brasil) pelo escândalo de corrupção e abuso de poder que levou ao seu impeachment, anunciou um porta-voz judicial.

O tribunal do distrito central de Seul emitiu uma ordem de prisão contra Park por acusações de suborno, abuso de autoridade, coerção e vazamento de segredos governamentais após uma longuíssima audiência celebrada na véspera.

"Está justificado e é necessário prender [Park] uma vez demonstrados os fatos, e porque há o risco de que possam destruir evidências", indicou o tribunal em um comunicado.

Park foi imediatamente transferida do escritório da procuradoria, onde aguardava a decisão, para o centro de detenção próximo a Seul.

A ex-mandatária, de 65 anos, perdeu sua imunidade presidencial no último dia 10 quando o Tribunal Constitucional ratificou seu impeachment, que tinha sido aprovado pelo Parlamento em dezembro.

 

A Procuradoria, que pediu a prisão provisória da ex-presidente pela gravidade dos crimes dos quais é acusada e pela possibilidade de que destrua provas, considera que Park confabulou com sua amiga Choi Soon-sil, apelidada como "Rasputina" por sua influência sobre ela, para criar uma rede que extorquia empresas em troca de favorecimentos por parte do governo.

"A acusada abusou de seus grandes poderes e de seu status de presidente para receber subornos das empresas ou para violar o princípio da liberdade de gestão empresarial e filtrar informação confidencial importante sobre assuntos do Estado", afirmou a Procuradoria em um comunicado, no qual considera Park uma cúmplice de Choi.

Entre essas empresas está o grupo Samsung, e por este motivo o presidente de fato da companhia, Lee Jae-yong, foi detido em 16 de fevereiro.

Choi e Lee, que já estão sendo processados, estão encarcerados na mesma penitenciária do sul de Seul para a qual Park foi levada.

Os investigadores têm agora um prazo máximo de 20 dias para continuar com a apuração do caso antes de apresentar acusações formais contra a ex-presidente da Coreia do Sul.

O impeachment de Park, primeira mulher a assumir a presidência do país asiático e que chegou ao poder em 2013, provocou a antecipação das eleições gerais, que serão realizadas em 9 de maio.
 

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