Homem-bomba foi responsável por explosão em metrô de São Petersburgo, diz agência russa

Do UOL, em São Paulo

  • AFP

    O presidente russo, Vladimir Putin, coloca flores em memória às vítimas de atentado em estação de metrô em São Petersburgo

    O presidente russo, Vladimir Putin, coloca flores em memória às vítimas de atentado em estação de metrô em São Petersburgo

Um homem-bomba foi o responsável pela explosão no metrô de São Petersburgo na segunda-feira (3), que matou 11 pessoas e feriu mais de 30, disse um agente de segurança à Interfax, citando informações preliminares. Até o momento, nenhum grupo assumiu a autoria do atentado. 

A fonte também disse à Interfax que as autoridades tinham identificado o suposto homem-bomba e que o suspeito tinha 23 anos de idade e era da Ásia central, tendo carregado o artefato explosivo na estação de metrô em uma mochila.

Um homem que foi flagrado por câmaras de vigilância e era anteriormente suspeito de ter participado da explosão se apresentou à polícia e disse não ter desempenhado papel algum no episódio, segundo a Interfax.

O presidente russo, Vladimir Putin, depositou um buquê de flores vermelhas em frente à entrada da estação do Instituto Tecnológico, onde parou o trem em que houve a explosão. Ele não deu declarações. O local foi isolado pelas forças de segurança.

O incidente levou as autoridades de Moscou a efetuar medidas de segurança no metrô da capital russa para evitar ataques. O aeroporto de Pulkolvo, em São Petersburgo, também teve sua segurança reforçada.

São Petersburgo, antiga Leningrado no período do regime soviético, é a segunda maior cidade da Rússia, com mais de 5 milhões de habitantes.

A Rússia tem sido alvo de vários atentados, geralmente nas instáveis repúblicas russas do Cáucaso, onde grupos separatistas e extremistas costumam realizar ataques na região.

O grupo Estado Islâmico convocou seus adeptos a atacar a Rússia em função da intervenção russa em apoio às forças do presidente Bashar al Assad na Síria, desde setembro de 2015. Os serviços de segurança russos anunciaram em várias ocasiões ter desmantelado células extremistas que tinham a intenção de atacar a capital Moscou ou a cidade de São Petersburgo.

Moscou sofreu dois ataques no metrô nos últimos 13 anos. Em fevereiro de 2004, um homem se explodiu na estação Avtozavodskaya, matando 41 pessoas; em março de 2010, duas mulheres acionaram bombas nas estações Lubyanka e Park Kultury, deixando 40 mortos. Nos dois casos, os terroristas eram ligados a grupos islâmicos separatistas do Cáucaso.

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