Em vídeo, Obama declara apoio a Macron na eleição francesa

Do UOL, em São Paulo

  • Reprodução

    Barack Obama declara apoio a Macron em vídeo divulgado nas redes sociais

    Barack Obama declara apoio a Macron em vídeo divulgado nas redes sociais

O ex-presidente americano Barack Obama declarou seu "apoio" a Emmanuel Macron, em um vídeo divulgado nesta quinta-feira nas redes sociais pelo movimento do candidato centrista, a três dias do segundo turno da eleição presidencial na França.

"Quero que saibam que apoio Emmanuel Macron", declara em inglês o ex-presidente.

No vídeo de pouco mais de um minuto, publicado por Emmanuel Macron na sua página pessoal no Twitter, Obama diz que Macron é o candidato presidencial dos "valores liberais" e que "apela à esperança do povo, não aos seus receios".

Esta eleição, que opõe Macron à candidata da extrema-direita Marine Le Pen, tem "uma importância capital para o futuro da França e os valores que nos são caros", acrescenta.

Obama, que manteve uma conversa telefônica com o candidato três dias antes do primeiro turno, explica no vídeo que "sempre sentiu gratidão pela amizade do povo francês e pelo trabalho realizado em conjunto" quando era chefe de Estado.

"Não tenho a intenção de me envolver em muitas eleições agora que já não me apresentarei (a outras)", declarou, mas "o sucesso da França é importante para todo o mundo".

Campanha virulenta

Após dez dias de uma campanha virulenta entre os dois turnos eleitorais, Emmanuel Macron, primeiro colocado no primeiro turno, é apontado como o favorito a vencer em 7 de maio, segundo as pesquisas, com cerca de 60% das intenções de voto, embora tenha perdido pontos desde o primeiro turno, em 23 de abril.

A vantagem parece diminuir para Le Pen, porém, que tem se mostrado bastante ofensiva. Segundo pesquisas, 20% dos franceses estão indecisos, e 30% poderão se abster.

Os dois programas são opostos um ao outro: liberal e pró-europeu, no caso de Emmanuel Macron; anti-imigração, anti-europeu e antissistema, no de Marine Le Pen.

Ele agrada, sobretudo, aos jovens urbanos, às classes médias e aos meios financeiros. Ela tem entre seus principais apoiadores as classes populares, as rurais e atrai os franceses decepcionados, vítimas de um desemprego endêmico.

Na quarta-feira (3), os dois tiveram um acirrado debate na TV francesa. Le Pen chamou Macron de "queridinho do sistema e das elites". O candidato devolveu acusando Le Pen de usar "um monte de mentiras" como estratégia, além de incitar uma "guerra civil" no país.

Segundo pesquisa realiza com os espectadores após o debate, 63% acharam Macron mais convincente, contra 34% favoráveis a Le Pen.

Macron, 39, pode se tornar o presidente mais jovem da história da França se bater Le Pen, que se autoproclama a "candidata do povo" e tenta apresentar seu adversário como o herdeiro do impopular presidente socialista, François Hollande, de quem foi ministro da Economia durante dois anos (2014-2016).

 

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