Às vésperas de eleição, campanha de Macron é alvo de ataque de hackers

Do UOL, em São Paulo

  • Lionel Bonaventure/AFP

 

A frente "Em Movimento", pela qual o candidato Emmanuel Macron concorre à presidência da França, informou nesta sexta-feira (5) ter sido vítima de um ataque hacker "em massa e coordenado" que levou ao vazamento "nas redes sociais de informações internas de diversas naturezas".

Em comunicado, o "Em Movimento" denunciou que 9 gigabytes de arquivos pirateados - como e-mails, documentos contábeis ou contratos - "foram obtidos há várias semanas graças ao ataque hacker de endereços de e-mail pessoais e profissionais de dirigentes do movimento".

Os dados foram postados pelo usuário EMLEAKS em um site de compartilhamento de documentos Pastebin, que permite postagens anônimas. Não está claro quem foi responsável por compartilhar os dados. 

O objetivo, segundo a nota, seria semear dúvidas e desinformação e desestabilizar as eleições de domingo (7), em que Macron concorre com a candidata da extrema-direita Marine Le Pen, do partido Frente Nacional. 

"Vindo nas horas finais da campanha, essa operação claramente equivale a uma desestabilização democrática tal como foi vista nos EUA", disse ainda a nota, em referência ao vazamento de informações hackeadas da campanha da candidata democrata, Hillary Clinton -- que acabou perdendo as eleições.

No caso americano, investigações do FBI apontam para a ação de hackers russos. No mês passado, especialistas da companhia Trend Micro afirmaram que hackers russos estavam atacando a campanha de Macron. A Rússia negou. 

Macron ampliou a vantagem nas pesquisas contra Le Pen, nesta sexta-feira, o último dia oficial da campanha eleitoral. De acordo com uma pesquisa Elabe para a BFM TV e para o "L'Express", Macron terá 62% dos votos no segundo turno, contra 38% de Le Pen, um aumento de três pontos percentuais para o candidato de centro comparado com a projeção da pesquisa Elabe anterior.

O site WikiLeaks postou um link no Twitter com acesso aos documentos, mas afirmou não ser responsável pelo vazamento.

Um funcionário do Ministério do Interior se recusou a comentar, citando as regras francesas que proíbem qualquer comentário que possa influenciar uma eleição, e que entraram em vigor à meia-noite de sexta-feira (horário da França). (Com agências internacionais)


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