Ataque a resort nas Filipinas não deixa mortos; polícia diz que atirador se matou

Do UOL, em São Paulo

Um resort em Manila, capital filipina, foi alvo de tiros na madrugada desta sexta-feira (horário local), em um ataque reivindicado pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI). A polícia, que confirmou ter matado o atirador responsável pelo ataque, posteriormente afirmou que ele se matou. Ninguém morreu no incidente.

O homem invadiu um cassino, abriu fogo e incendiou mesas de jogos na capital das Filipinas, causando pânico no país onde o alerta está alto após uma lei marcial declarada no sul, mas a suspeita é de que foi uma tentativa de roubo. Logo após a confirmação do ataque por parte do operador desse complexo turístico, o grupo extremista Estado Islâmico (EI) assumiu a autoria da ação.

"Nossa avaliação é que ele cometeu suicídio", disse Oscar Albayalde, chefe da polícia de Manila, em uma entrevista de rádio na sexta-feira (horário local). 

Em sua conta no Twitter, durante o ataque, o Resorts World Manila informou que as instalações foram fechadas depois do relato de disparos que teriam sido efetuados por homens não-identificados.

Bullit Marquez/AP
Fumaça sobe do complexo Resorts World Manila após ataque


"A companhia está trabalhando estreitamente com a Polícia nacional para garantir que todos os clientes e funcionários estejam a salvo", acrescentou.

Em uma nota, o EI informou que os autores do ataque eram soldados do grupo, segundo o SITE, uma página online que monitora as atividades de extremistas.

A polícia confirmou os tiros no Resorts World, que fica em frente a um dos terminais do aeroporto internacional de Manila.

O comandante da polícia relatou que um homem, que aparentemente agiu sozinho, caminhou para uma das áreas do cassino e disparou com um rifle M4 contra uma tela de televisão, jogou gasolina na mesa de apostas e ateou fogo.

O agressor voltou a tirar, desta vez contra um local onde as fichas de jogo eram guardadas, e encheu uma mochila com várias delas. O homem então deixou esse espaço e seguiu para a seção do hotel, continuou Dela Rosa.
Reprodução/Twitter @_jamesJA
Imagem postada no Twitter mostra o atendimento aos feridos na região do ataque ao resort em Manila

Atirador fugiu

Imagens exibidas nas emissoras locais mostraram pessoas correndo no Resorts World. O complexo foi cercado pela polícia, depois das informações sobre os tiros pouco após a meia-noite.

"Ia voltar para o segundo andar, quando vi gente correndo. Alguns hóspedes do hotel disseram que alguém havia gritado 'Isis' (Estado Islâmico)", contou à rádio DZMM Maricel Navarro, que trabalha no complexo.

"Os hóspedes gritavam. Fomos para o porão e nos escondemos. As pessoas gritavam, os clientes e os funcionários estavam aterrorizados", acrescentou Navarro.

"Quando sentimos cheiro de fumaça, decidimos ir para a saída, no estacionamento. De lá conseguimos sair, mas, antes de sair, ouvimos dois disparos, e tinha muita fumaça no térreo", completou.

Reprodução/Twitter/michael_delizo

O presidente americano, Donald Trump, manifestou sua "tristeza" e suas condolências pelas vítimas do que classificou como ataque "terrorista".

"É realmente muito triste o que está acontecendo em todo o mundo com o terrorismo. Nossos pensamentos e orações estão com os afetados", lamentou Trump, na Casa Branca, antes de anunciar a saída dos Estados Unidos do Acordo de Paris sobre o clima.

Na semana passada, o presidente filipino, Rodrigo Duterte, impôs lei marcial em toda Mindanao (sul) para acabar com o que ele chamou de ameaça crescente do Estado Islâmico na região.

A declaração da lei marcial ocorreu logo após militantes realizarem atos de violência na cidade de Marawi (sul), que fica a 800 km de Manila. Forças de segurança ainda estão combatendo os militantes em Marawi. Esses confrontos já deixaram pelo menos 171 mortos.

Vivem nessa região cerca de 20% dos mais de 100 milhões de habitantes do arquipélago.

Por ocasião desse anúncio, Duterte alertou que pode vir a estender a lei marcial para o restante do país, se a ameaça terrorista se espalhar.

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